Houston, nos EUA, busca destino para estádio abandonado

Cidade no Texas estuda o que fazer com Astrodome, já chamado de 'oitava maravilha do mundo' e desocupado desde 2008

The New York Times |

O Astrodome, um estádio que já chegou a ser chamado de "a oitava maravilha do mundo", se tornou o maior construção desocipada na quarta maior cidade dos Estados Unidos. Construído em um terreno de 3,6 hectares que custava cerca de US$ 3 milhões por ano aos oficiais do condado de Harry, o estádio sediou seu último grande evento em 2008.

Após a perda de seus inquilinos há mais de uma década – o time de futebol americano Houston Oilers e o time de beisebol Houston Astros - planos para transformar o Astrodome em um hotel de luxo não foram aprovados.

NYT
Mark Miller, gernete do Reliant Park Center, que inclui o Astrodome, passeio pelo estádio em Houston (10/05)

Em 2008, o marechal do corpo de bombeiros fechou o edifício e o declarou como inseguro para ocupação. Em 2010, um estudo estimou que sua demolição custaria cerca de US$ 128 milhões.

Primeiro estádio do mundo com cúpula e ar-condicionado, ele foi inaugurado em abril de 1965, e concebido tanto para se jogar beisebol quanto futebol americano. Por isso, o Astrodome foi o protótipo para uma geração de estádios esportivos americanos e ajudou a introduzir a cidade de Houston ao mundo em eventos como uma luta de Muhammad Ali e um show de Elvis Presley, além de sediar rodeios e servir de alojamento para vítimas desabrigadas do furacão Katrina.

Leia também: Durante rodeio, população de Houston adota estilo texano

"Temos que tomar uma decisão", disse o juiz Ed Emmett, autoridade de alto escalão do condado de Harris. "Não podemos ter este ícone de Houston largado no meio da cidade como um navio abandonado após um náufrago."

Mas agora o estádio parece ter atraído novas ideias e ideais.

Uma equipe de empresas de consultoria recomendou uma reforma do Astrodome para transformá-lo em uma instalação multiuso que seria capaz de realizar eventos como shows, jogos de futebol, jogos de futebol americano e torneios de basquete, a um custo para o município e seus contribuintes de US$ 210 milhões.

As outras opções incluíam deixar o estádio da maneira que está e não fazer nada, desmantelá-lo para construir uma praça ao ar livre ou transformá-lo em uma instalação multiuso, com praça de alimentação, lojas e atrações de entretenimento.

Transformar o Astrodome em um centro multiuso fazia parte de um plano para reconstruir o complexo do Parque Reliant Park, que inclui o Astrodome, e substituir o local do centro de convenções que fica nas redondezas, o Reliant Arena.

Esses dois projetos custariam ao município US$ 523 milhões, sem contar os US$ 30 milhões que o município ainda deve pela construção do Astrodome.

"Dado o clima econômico do país, a questão do dinheiro vai pesar muito neste debate", disse o diretor-executivo da corporação de convenções e esportes, Willie P. Loston. "Vai custar milhões de dólares para derrubá-lo ou para deixá-lo pronto para que possa ser bem utilizado.”

O conselho de diretores da empresa votou na quarta-feira, dia 23 de maio, para enviar as recomendações dos consultores para o Tribunal de Comissários, órgão do município, para direcionar futuras ações.

Por Manny Fernandez e Daniel Cadis

    Leia tudo sobre: texaseuahoustonestádio

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG