Mapa subterrâneo de Nova York revela erros de cálculo

Descoberta de encarregado de desenhar guia de Vignelli em 1979 reacende debate sobre quem merece crédito por travessias subterrâneas

The New York Times |

A história começou no subterrâneo do bairro de West Side mais de 30 anos depois que um grupo de cartógrafos se reuniu para tentar reimaginar as linhas de metrô de Nova York.

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Sua missão era formidável: elaborar um guia moderno para substituir o antigo mapa dos trilhos, desenhado por Massimo Vignelli em 1972, com o toque de um artista, mas não muito fiel à verdadeira geografia da cidade.

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John Tauranac, que liderou o grupo encarregado de redesenhar o mapa do metrô de 1979, em Nova York
O sucesso foi reivindicado. O mérito foi disputado. Sentimentos foram feridos. Mas apenas agora é possível dizer abertamente: erros foram cometidos.

No West Side de Manhattan, começando perto do Lincoln Center e se estendendo em direção ao campus da Universidade de Columbia, a Broadway está aparentemente deslocada. No mapa, ela se encontra a oeste da Avenida Amsterdã com a Rua 66, quando deveria estar a leste. Ela caminha em direção à Avenida West End, perto da Rua 72, quando na verdade deveria cruzar com a Avenida Amsterdã.

Essas imprecisões involuntárias existem nas versões atuais do mapa - e em alguns casos foram até mesmo ampliadas.

"Eu sou parcialmente culpado por isso", disse John Tauranac, 72 anos, que presidiu o comitê encarregado de redesenhar o mapa de Vignelli em 1979 e descobriu os erros há algumas semanas.

A discreta descoberta de Tauranac sobre os erros tem reacendido e complicado um antigo debate sobre quem merece o crédito por ter feito o guia das travessias subterrâneas da cidade.

Crédito

Michael Hertz, cuja empresa recebeu o crédito por ter realizado o projeto do modelo inicial do mapa, há muito tempo se irritou com Tauranac por ter se autoaclamado "chefe de design" do projeto que já recebeu inúmeros elogios.

Após anos de divulgação de seu papel no projeto, seja por meio de palestras ou via seu site, Tauranac tem uma nova estratégia, explicou Hertz. Ao assumir a culpa pelos erros, Tauranac implicitamente estará também levando o mérito por todo o resto do trabalho. "Essa é a sua sacada," disse Hertz.

Mas ele não parecia ter muita pressa em assumir a responsabilidade pelos erros, dizendo que talvez mereçam algum tipo de culpa pelo ocorrido, mas "não tanto" quanto Tauranac.

Tauranac, que durante anos atacou Vignelli por suas imprecisões como a de ter posicionado a Bowling Green ao norte da Rua Rector, disse que as recentes revelações o forçaram a reavaliar seus severos julgamentos sobre Vignelli.

"Tudo isso realmente me deixou um pouco estupefato", disse Tauranac sobre seus próprios erros.

*Por Matt Flegenheimer

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