100 Dias: Republicanos esperam por melhoras após período de declínio

WASHINGTON - Para os congressistas republicanos estes 100 primeiros dias da gestão Obama pareceram mil. Levados à minoria, eles confrontam um presidente democrata altamente popular e se exasperam com o reinado ousado da Câmara e do Senado.

The New York Times |

Eles procuraram uma estratégia eficaz para combater o presidente Barack Obama, mas não têm uma mensagem ou mensageiro dominante e encontram dificuldades em por em prática mesmo os temas utilizados com sucesso no passado.

Na sexta-feira, eles oficialmente perderam uma eleição especial da Câmara em Nova York que por direito deveriam ter ganhado. Além disso, estão perto de uma relação 59 contra 41 no Senado, ou a quase eliminação por falta de votos.

"Nos primeiros 100 dias do presidente Obama nós não encontramos nossa voz", disse o senador Lamar Alexander do Tennessee, o republicano número três no Senado. "Mas nos primeiros 100 dias não foi preciso. Ele está com a bola".

Como muitos outros em seu partido, Alexander disse acreditar que os republicanos recentemente se firmaram depois de um começo difícil da era Obama.

O representante Adam H. Putnam da Florida, ex-líder republicano da Câmara, disse: "Os últimos 20 dias foram melhores do que os 80 primeiros. Nós lutamos para encontrar nosso ritmo em uma nova ordem mundial, mas nos recuperamos".

Os republicanos orgulhosamente atestam sua capacidade de união, lembrando que apenas três republicanos do Senado apoiaram o pacote de estímulo de US$ 787 bilhões (apesar de terem fornecido a margem crucial para vitória), enquanto nenhum votou pelos orçamentos aprovados pela Câmara e Senado.

Eles dizem estar retomando a conexão com seus principais eleitores ao enfatizar o que veem como gastos exagerados dos democratas. Além disso, acreditam estar preparando um retorno ao se posicionar solidamente à direita de inúmeras questões em preparo ao aumento dos gastos na agenda democrata.

"Nós estamos definindo o debate e gerando restrições, possivelmente criando alternativas positivas", disse o senador John Thune de Dakota do Sul. "É para isso que estamos aqui".

Mas é difícil, reconheceu Thune, dizendo que Obama "está sobre uma onda de popularidade e que os democratas no Congresso têm muito espaço com o povo americano".

No entanto, há sinais de alívio republicano no horizonte. Os democratas estão entrando em uma difícil fase legislativa na qual terão que conseguir apoio para detalhes de suas medidas de saúde e energia. O desconforto democrata com a a situação no Afeganistão se torna visível. Divisões no partido a respeito de investigações sobre o tratamento brutal dado a acusados de terrorismo pela gestão Bush ainda são sentidos. Além disso, planos de proteger leis da saúde de problemas no Senado podem causar todo tipo de complicações.

"Eles têm alguns problemas diante de si", disse o representante Tom Cole, republicano de Oklahoma, acrescentando que "o humor no cáucaso republicano é ótimo".

Talvez seja porque os republicanos perceberam que o único caminho de onde estão atualmente segue para cima.

- CARL HULSE

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