N.York e Londres resistem à regulação financeira, segundo França

Paris, 22 set (EFE).- A ministra francesa de Finanças, Christine Lagarde, informou hoje que existe resistência nas praças financeiras de Nova York e Londres sobre a regulamentação internacional na cúpula do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes) em Pittsburg, nos Estados Unidos.

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Para Lagarde, a reunião é um desafio porque com o início da recuperação econômica de alguns países, existe o risco de as nações esquecerem rapidamente os efeitos desastrosos da crise e muitas quererem retornar às práticas anteriores.

Perguntada sobre a ameaça do presidente francês, Nicolas Sarkozy, de abandonar a reunião se não ocorrerem avanços, Lagarde se mostrou confiante e lembrou que na cúpula anterior do G20, em abril, em Londres, a vontade do chefe de Estado francês surtiu efeito sobre as decisões para os paraísos fiscais.

"Isso quer dizer que a política pode mudar as coisas, e que podemos mudar", argumentou.

A ministra indicou que seu país vai utilizar três indicadores para avaliar o êxito da cúpula, começando pelo consenso para limitar o sistema de operadores de mercados.

Com relação aos paraísos fiscais, a França espera que sejam fixadas sanções, assim como um calendário para aplicação.

O terceiro é a harmonização da regulamentação contábil das entidades financeiras, em particular os requerimentos de fundos próprios para os bancos.

Após a revisão para cima as perspectivas econômicas do seu Governo para este ano (-2,25% do Produto Interno Bruto no lugar de -3%) e o próximo (0,75% por 0,5%), Lagarde considerou que França está tendo êxito em sair da crise. EFE ac/dm

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