Nuvem de cinzas faz com que Obama cancele viagem à Polônia

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, cancelou sua viagem para a Polônia neste sábado devido à nuvem de cinzas vulcânicas que complica o tráfego aéreo na Europa desde quinta-feira.

iG São Paulo |


No domingo Obama iria participar do funeral do presidente polonês Lech Kaczynski, morto em acidente de avião na Rússia que também matou a primeira-dama polonesa e outras 94 pessoas, a maioria políticos e militares.

Uma gigantesca nuvem de cinzas provocada pelo vulcão na Islândia se espalhou pela Europa e agora se aproxima dos aeroportos da Polônia. Não está claro quantos líderes mundiais poderão participar do funeral de Kaczynski.

Segundo especialistas, a nuvem de cinzas pode estragar janelas e estruturas de aeronaves ou até de parar as turbinas dos aviões em pleno voo. "Se partículas de cinzas vulcânicas entram em uma turbina, elas se acumulam e entopem o motor com material derretido", explicou à BBC David Rothery, especialista em vulcões da Open University.

Em um dos incidentes mais dramáticos já registrados, em 1982, um Boeing da British Airways com 263 passageiros a bordo ficou com as turbinas travadas durante vários minutos depois de atravessar uma nuvem de cinzas na Indonésia. Ao perder altitude e sair da nuvem, o material derretido se condensou e se soltou, e os motores voltaram a funcionar.

Comoção na Polônia

Com uma emotiva cerimônia civil e religiosa na praça Pilsudski, em Varsóvia, os cidadãos poloneses se despediram neste sábado das 96 vítimas do acidente de avião que matou o presidente Lech Kaczynski .

Os retratos de todas as vítimas da tragédia, entre elas a do presidente da Polônia e da sua mulher, Maria, ocuparam o palco da cerimônia civil, que terminou com uma missa.

AP
Milhares de pessoas acompanham cerimônia na Polônia

Milhares de pessoas acompanham cerimônia na Polônia

A cerimônia foi aberta com dois minutos de silêncio. Em seguida, foi lida uma lista em ordem alfabética dos nomes dos passageiros do avião acidentado, entre os quais estavam vários altos cargos institucionais e personalidades políticas, sociais, culturais e esportivas do país.

Na primeira fila estavam Jaroslaw Kaczynski, irmão gêmeo do presidente falecido, e Marta, filha única do casal, assim como o presidente interino da Polônia, Bronislaw Komorowski, e o primeiro-ministro, Donald Tusk.

"Todos sentimos dor, todos sentimos a mesma coisa hoje", disse Komorowski, que lembrou em seu discurso Jadwiga Kaczynska, mãe dos gêmeos Kaczynski, que está internada em um hospital e ainda não sabe da morte de seu filho.

Komorowski ressaltou que "não estamos sós, estamos unidos como uma grande família" e agradeceu as mostras internacionais de solidariedade, especialmente por parte da Rússia e de seu povo.

Já o primeiro-ministro disse que os poloneses estão enfrentando "uma difícil prova como pessoas e como povo" e que ninguém pode lembrar de uma tragédia de tamanhas dimensões em que tantas personalidades perderam a vida ao mesmo tempo.

Tusk afirmou durante a cerimônia, que durou mais de três horas, que "nossos corações ainda não se acostumaram com a tragédia" e destacou que esta é "a mais grave perda sofrida pela Polônia desde a Segunda Guerra Mundial".

No final de seu discurso, uma orquestra militar entoou a marcha fúnebre do compositor de origem polonesa Frédéric Chopin, para dar início à cerimônia religiosa.

O arcebispo de Varsóvia, Kazimierz Nycz, disse em sua homilia que "a tragédia da Polônia uniu os poloneses e as pessoas de todo o mundo" e que "estamos unidos com as famílias em uma oração de misericórdia".

O presidente polonês e sua esposa serão sepultados no domingo no castelo de Wawel, na Cracóvia, na cripta onde repousam cerca de 20 monarcas poloneses e outras grandes personalidades do país.

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