Nuvem de cinzas de vulcão segue em direção à Nova Zelândia

Aeroportos de Buenos Aires e Montevidéu retomam operações; segundo boletim da FAB, nuvem está fora do espaço aéreo brasileiro

iG São Paulo |

A nuvem de cinza lançada após a erupção do vulcão chileno Puyehue deve chegar neste sábado à Nova Zelândia, podendo afetar o tráfego aéreo do país como ocorreu na Austrália e na América do Sul.

O porta-voz da Autoridade de Aviação Civil da Nova Zelândia, Bill Sommer, afirmou que os aviões terão de variar sua altitude de voo para evitar as cinzas, em caso de a nuvem alcançar a Ilha Sul, informou Radio New Zealand.

Sommer explicou que está previsto que a nuvem de cinzas se situe entre 20 mil e 30 mil pés de altura, o nível de voo da maioria das aeronaves da aviação civil, e afete durante vários dias o tráfego aéreo na Ilha Sul, assim como da cidade de Christchurch. Apesar da presença das nuvens de cinzas na região, a Autoridade de Aviação Civil do país não espera que ocorram atrasos ou cancelamentos. 

Na sexta-feira, os efeitos da nuvem de cinzas do vulcão chileno Puyehue começam lentamente a se dissipar, e trouxeram normalidade ao tráfego áereo na Argentina. À tarde, os aeroportos de Buenos Aires, Ezeiza e Aeroparque, voltaram a operar depois de dois dias fechados. Os voos nos dois terminais da capital argentina só devem ser normalizados na segunda-feira, segundo o jornal argentino Clarín.

Voos para Chapelco e Bariloche, no sul do país, continuam suspensos até a próxima quarta-feira. Na tarde deste sábado, a companhia Aerolíneas Argentinas colocou à disposição um voo especial trazer de volta tanto passageiros que estão presos na Terra do Fogo, na Patagônia, como os que tentam regressar à região.

Somente na quinta-feira, mais de 300 voos foram cancelados em Buenos Aires. Segundo o jornal argentino Clarín, a Aerolíneas Argentinas e a subsidiária Austral informaram que os passageiros afetados pelas suspensões poderão deixar suas passagens em aberto durante um ano a partir da data de emissão.

No Uruguai, o Aeroporto de Carrasco em Montevidéu reabriu neste sábado, com pousos e decolagens. O terminal havia deixado de operar desde as 6h locais de quinta-feira por causa da nuvem de cinzas, que afetou 6 mil passageiros e 130 voos.

Na quinta-feira, o presidente uruguaio, José Mujica, suspendeu a visita agendada à capital da Argentina por falta de condições de voo, disse um porta-voz do governo à Reuters, e um encontro de ministros das Finanças e chefes de bancos centrais da América do Sul marcado para esta sexta-feira foi cancelado.

Buenos Aires é um dos principais pontos de conexão aérea para a América do Sul, com dezenas de voos diários para outros países da região, assim como Europa e EUA. Além dos dois aeroportos que atendem Buenos Aires, sete outros regionais na Argentina foram fechados por conta da nuvem de cinzas vulcânicas.

As cidades turísticas de Bariloche e Villa La Angostura - esta a 40 km do vulcão chileno Puyehue - são as mais afetadas pela situação. O resort de Bariloche, no sul da Argentina, estava coberto de cinzas e autoridades locais pediram às pessoas para ficar em casa e não dirigir por conta da baixa visibilidade.

Efeitos no Brasil

Na sexta-feira, a TAM retomou as operações nos aeroportos de Montevidéu, na capital paraguaia, Assunção, e em Buenos Aires. No fim de sexta-feira, a GOL restabeleceu operações em Buenos Aires. A Central de Relacionamento da empresa está disponível nos números 0300-115-2121 (Brasil), 0810-266-3232 (Argentina) e 5098-2403-8007 (Uruguai).

As duas companhias, a Webjet e a Azul suspenderam temporariamente pela manhã as operações no aeroporto de Porto Alegre . Mas, com a dissipação da nuvem de cinzas, a TAM e GOL começaram a retomar os voos nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina na tarde desta sexta-feira.

Com a dissipação da nuvem de cinzas expelidas pelo vulcão chileno Puyehue, a TAM e a Gol retomaram os voos nos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, que foram afetados desde quinta-feira. 

Em seu site, a Força Aérea Brasileira (FAB) divulgou um comunicado em que dizia que a nuvem de cinzas que cobria o Estado do Rio Grande do Sul está “fora do espaço aéreo brasileiro”. Segundo informações do último boletim do Volcanic Ash Advisory Centres da Argentina, ressaltou a FAB, “não há indícios, até o momento, de formação de uma nova nuvem em qualquer parte do país”.

O Puyehue, que estava adormecido desde 1961, entrou em erupção no sábado 4 de junho, provocando uma nuvem de cinzas sobre os Andes e atrapalhando o tráfego aéreo na América do Sul há dias. A cadeia de vulcões Puyehue-Cordon Caulle tem cerca de 2 mil vulcões e é a segunda maior do mundo, atrás apenas da Indonésia.

Essa foi a mais recente em uma série de erupções vulcânicas no Chile nos últimos anos. O vulcão chileno Chaitén entrou em erupção de maneira espetacular em 2008 pela primeira vez em milhares de anos, arremessando rochas derretidas e uma vasta nuvem que chegou à estratosfera.

*Com EFE

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