Número dois do Hamas não descarta rejeitar atual iniciativa egípcia de paz

Cairo, 13 jan (EFE).- O número dois do grupo islâmico palestino Hamas, Moussa Abu Marzuk, exilado em Damasco, não descartou hoje que sua organização rejeite a iniciativa egípcia de paz em seus termos atuais.

EFE |

Em declarações à rede de televisão catariana "Al Jazira", Abu Marzuk disse que "Cairo apresentou uma iniciativa em relação à qual temos reservas substanciais".

"Não haverá nenhuma mudança na postura da organização para aceitar a proposta, a menos que sejam levadas em conta nossas reservas substanciais", advertiu Abu Marzuk, em uma conversa por telefone.

O número dois do Hamas, que controla a Faixa de Gaza, fez estas declarações pouco depois que uma delegação do grupo retornou à Síria, após manter hoje conversas no Cairo com o chefe dos serviços secretos egípcios, Omar Suleiman, que está intermediando para conseguir um cessar-fogo no território palestino.

Enquanto isso, a Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP), a terceira facção palestina em importância, rejeitou categoricamente a iniciativa e acusou o regime egípcio do presidente Hosni Mubarak de tentar impor uma rendição aos palestinos.

O dirigente da FPLP Maher al-Taher, também exilado na Síria, disse à "Al Jazira", que seu grupo rejeita "qualquer proposta que sugira uma mudança no 'status quo' em Gaza a favor da ocupação".

"A Faixa de Gaza foi território ocupado de 1967 a 2005. Israel saiu do local em 2005, mas continuou impondo um bloqueio sobre a faixa, por isso houve uma resistência contra esta ocupação, portanto rejeitamos a continuidade da ocupação e o fim da resistência", disse Taher.

Tanto o Hamas quanto o FPLP rejeitaram na quinta-feira passada, junto com outras oito facções palestinas, com sede em Damasco, a iniciativa egípcia que tinha sido colocada inicialmente.

Atualmente, está sendo negociada uma proposta modificada, cujas mudanças não informaram publicamente.

A iniciativa contempla uma trégua por um período limitado e a abertura dos postos fronteiriços, para que seja possível receber assistência humanitária na Faixa de Gaza.

Além disso, estabelece negociações para suspender o bloqueio sofrido em Gaza há 1 ano e meio, garantias para evitar uma deterioração do conflito e passos para conseguir a reconciliação interpalestina.

Atualmente, o Egito mantém contatos separadamente com responsáveis israelenses e palestinos para conseguir um cessar-fogo na Faixa de Gaza. EFE nq/an

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