O número dois do braço iraquiano da Al-Qaeda, que foi morto pelo Exército norte-americano em 5 de outubro passado, em Mossul, tinha nacionalidade sueca, indicou nesta quinta-feira à AFP o porta-voz do Ministério iraquiano da Defesa, general Mohamed al-Askari.

"Abu Qaswara era sueco de origem marroquina", declarou à AFP o general Askari.

O Exército norte-americano anunciou na quarta-feira que, em 5 de outubro, matou Abu Qaswara durante uma operação em Mossul, bastião da Al-Qaeda, 370 km ao norte de Bagdá. Qaswara tinha 43 anos, nasceu no Marrocos e foi apresentado como o número dois do braço iraquiano da Al-Qaeda.

Enquanto isso, as autoridades suecas anunciavam a morte, em circunstâncias semelhantes, de um sueco de origem marroquina de 43 anos, considerado alto membro da rede extremista no Iraque.

Os serviços secretos da Suécia (Sapo) e o comando norte-americano no Iraque, haviam se negado, no entanto, a confirmar que se tratava da mesma pessoa.

Segundo o Ministério iraquiano da Defesa, informações da inteligência foram obtidas graças a um agente "infiltrado" na Al-Qaeda e entre "pessoas ligadas aos terroristas".

"Segundo uma fonte, entre eles havia um dos terroristas mais perigosos", afirmou o general Askari.

A operação foi realizada no dia 5 de outubro em um edifício de Mossul, um dos lugares mais perigosos do Iraque, onde a Al-Qaeda continua obtendo apoio apesar das derrotas das últimas semanas.

Unidades das forças especiais iraquianas e norte-americanas invadiram um edifício, em resposta a disparos efetuados por homens entrincheirados na construção, afirmou Askari.

"Onze terroristas morreram, entre eles Abu Qaswara", indicou um porta-voz.

Na quarta-feira, ao anunciar a morte de Qaswara, o Exército norte-americano mencionou "cinco terroristas" mortos.

Mas no dia 5 de outubro, o comando norte-americano havia indicado que onze pessoas, entre estas cinco supostos "terroristas", três mulheres e três crianças, morreram depois que um terrorista suicida ativara seu colete de explosivos.

Segundo o Ministério iraquiano da Defesa, os norte-americanos levaram o corpo de Qaswara e realizaram análises de DNA que permitiram concluir que era o número dois da Al-Qaeda no Iraque.

"É uma derrota para a Al-Qaeda e a prova de que nos infiltramos e que os perseguimos de cidade em cidade e de que seguiremos assim até a sua destruição total", comemorou o general Mohamed al-Askari.

Em Mossul, onde Abu Qaswara foi morto, vivem mais de 1,5 milhão de habitantes sunitas, xiitas, cristãos e curdos, e é considerada pelo comando americano como o epicentro da ação dos seguidores do líder da Al-Qaeda, Osama Bin Laden, no Iraque.

Capital da província de Nínive, Mossul divide com a província de Djala a reputação de ser a região mais perigosa do Iraque.

A Al-Qaeda sofreu inúmeros golpes no Iraque desde 2007. A rede foi consideravelmente enfraquecida por uma estratégia de contra-insurgência do exécito americano, que se apóia no cansaço dos sunitas ante as violências e em sua união com as tropas da coalizão.

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