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Número dois da Al-Qaeda afirma que Obama é o escravo negro dos brancos

O número dois da rede terrorista Al-Qaeda, Ayman Zawahiri, chamou o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, de escravo negro a serviço dos brancos, em uma mensagem divulgada nesta quarta-feira na internet.

AFP |

Em sua primeira intervenção desde a vitória de Obama, no mês passado, o líder egípcio chamou o primeiro negro eleito à presidência americana e outros negros que ocupam cargos importantes nos Estados Unidos de "escravos negros domésticos" que vivem na casa de seus amos brancos.

A mensagem de áudio difundida na internet, e monitorada pelo centro americano de vigilância de sites islamitas (SITE), ainda não foi autenticada.

"O que Malcolm X falava sobre os escravos domésticos vale para vocês e para seus semelhantes", declarou Zawahiri, mencionando o ex-secretário de Estado americano Colin Powell e sua sucessora Condoleezza Rice.

A mensagem apresenta uma foto de Malcolm X, um militante muçulmano negro americano assassinado em 1965.

"Vocês são o contrário de negros americanos honrados como Malcolm X", acrescentou o número dois da rede de Osama bin Laden em sua mensagem.

Intitulado "a saída de Bush e a chegada de Obama", a mensagem também apresenta um retrato de Zawahiri com um turbante branco ao lado de uma foto de Obama rezando no Muro das Lamentações durante uma visita a Israel realizada este ano, antes de sua eleição.

Zawahiri ainda disse que o próximo presidente americano "escolheu ser um inimigo do Islã e dos muçulmanos", frisando que a comunidade muçulmana "reagiu com amargura" à promessa de Obama de apoiar Israel.

"Vocês escolheram o lado dos inimigos dos muçulmanos e de rezar a oração dos judeus, apesar de afirmarem que sua mãe era cristã", criticou.

Zawahiri também lançou uma advertência a Obama contra o envio de reforços militares ao Afeganistão.

"Sua menção de que retirará os soldados americanos do Iraque para enviá-los ao Afeganistão é uma política fadada ao fracasso", afirmou o braço-direito de Osama Bin Laden.

"Se continuar encabeçando o fracasso americano no Afeganistão, recorde-se da sorte que tiveram (o presidente George W.) Bush, (o ex-presidente paquistanês) Pervez Musharraf e os soviéticos e britânicos antes deles", acrescentou.

Em uma entrevista publicada no domingo, Obama confirmou sua vontade de retirar as tropas do Iraque para concentrar seus esforços militares no Afeganistão.

Seundo o jornal Washington Post, o futuro governo americano estuda uma estratégia regional sobre a guerra no Afeganistão, que incluiria discussões com o Irã e entre o governo afegão de Hamid Karzai e talibãs moderados.

Assim que tomar posse, em 20 de janeiro, Obama reiniciará a perseguição a Osama bin Laden, responsável pelos atentados de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos, destacaram os conselheiros do novo presidente.

Segundo estes responsáveis, um objetivo mais realista seria ajudar a construir um Afeganistão estável, que rejeite o fundamentalismo islâmico e não ameace os interesses americanos.

ch/yw/cn

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