Número de somalis que precisam de ajuda chega a 3,2 milhões

NAIRÓBI (Reuters) - O número de somalis que precisam de ajuda humanitária saltou 77 por cento neste ano, superando os 3,2 milhões de indivíduos, segundo um novo estudo da Unidade de Análise da Segurança Alimentar, ao qual a Reuters teve acesso na segunda-feira. O texto faz um retrato sombrio da atual crise, que conjuga seca e a precária situação da segurança na Somália, que vive seu pior momento desde o começo da década de 1990.

Reuters |

'A Somália enfrenta atualmente a pior situação de segurança nos últimos 17 anos, com ampliação do conflito armado e dos combates, ataques a trabalhadores humanitários, concentração militar e aumento da pirataria marítima e da tensão política', afirma o estudo.

'A situação está afetando gravemente as atividades econômicas e a entrega humanitária, contribuindo assim com a deterioração geral na situação humanitária', acrescenta.

A Unidade de Análise da Segurança Alimentar foi criada pela FAO (órgão da ONU para alimentação e agricultura) para nortear as atividades das agências humanitárias nesse precário país do nordeste africano, onde as instituições são praticamente inexistentes.

Mais de 8.000 civis já morreram desde o começo do ano nos confrontos do governo provisório somali, que tem ajuda de forças etíopes, contra rebeldes islâmicos.

Cerca de 1 milhão de pessoas fugiram das suas casas, provocando o que ONGs dizem ser a pior crise humanitária da atualidade na África.

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