Número de pessoas em embaixada brasileira em Honduras diminuiu, diz senador

BRASILIA ¿ O presidente da comissão de relações exteriores do Senado, Eduardo Azeredo (PSDB-MG), afirmou nesta quinta-feira o número de pessoas na embaixada brasileira em Honduras caiu de 70 para 60. As informações foram passadas pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, que lhe contou, ainda, que o Brasil tem evitado reagir às hostilidades hondurenhas para evitar o recrudescimento da crise.

Christian Baines, repórter em Brasília |


O Brasil não está revidando às ações no esforço de não agravar a crise e para que a OEA (Organização dos Estados Americanos) assuma a conduta das negociações, relatou Azeredo sobre sua conversa com Amorim.

O senador disse ter exposto a preocupação dos parlamentares de que o presidente deposto de Honduras, Manuel Zelayua, não faça uso político do fato de estar na embaixada brasileira. Amorim assegurou que está atento a isso e que o governo também é contra o uso político do episódio, disse.

O tucano contou ainda que Amorim reafirmou que o governo não tinha conhecimento prévio da chegada do Zelaya à representação diplomática.

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) elogiou a postura de Azeredo de informar seus colegas sobre a crise em Honduras durante audiência pública para discutir as dificuldades do comércio exterior do País. O petista chegou a pedir que o tucano apresentasse essas informações em plenário para acalmar toda a Casa.

Na terça-feira, os senadores desta mesma comissão de relações exteriores aprovaram uma moção de repúdio às atitudes do governo interino de Honduras de cortar água e luz da embaixada brasileira. No mesmo dia, os deputados aprovaram moção idêntica no plenário da Câmara.

Chegou de surpresa

O presidente deposto de Honduras chegou à embaixada brasileira em Tegucicalpa na segunda-feira de surpresa. Segundo o diretor do Departamento para a América Central e Caribe do Ministério das Relações Exteriores brasileiro, embaixador Gonçalo Mourão, ele quase se materializou na embaixada".

Zelaya teria sido acolhido após solicitação de sua esposa. Ela foi à representação diplomática pedir uma audiência com a encarregada de negócios da embaixada, que, posteriormente, foi informada sobre o pedido de hondurenho para permanecer no local.

Mourão explicou que o Zelaya justificou o pedido com o argumento de que gostaria de estabelecer um diálogo "pacífico e construtivo" para resolver o problema político enfrentado por seu país.

O embaixador acrescentou que foi feito um convite a ele para que permanecesse na residência oficial da embaixada. Porém, ele preferiu ficar na chancelaria.

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