Número de palestinos mortos em guerra em Gaza passa de 900

Por Nidal Al Mughrabi GAZA (Reuters) - Israel travou na segunda-feira violentos combates contra os militantes do Hamas, mantendo a pressão militar sobre o grupo, mas evitando a guerra urbana que poderia complicar os esforços diplomáticos por uma trégua na Faixa de Gaza.

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Autoridades médicas disseram que o número de mortos entre os palestinos já ultrapassa os 900, sendo 380 civis. Israel diz que 13 israelenses --três civis atingidos por foguetes e 10 soldados-- também morreram.

Um porta-voz militar israelense disse que reservistas do Exército de Israel foram enviados para a ofensiva, iniciada há 17 dias sob a justificativa de impedir o Hamas de disparar foguetes contra o Estado israelense.

Israel não descarta, porém, lançar uma terceira fase da ofensiva, que seria a ocupação da Cidade de Gaza e de outros centros urbanos do território.

A chanceler Tzipi Livni, candidata a primeira-ministra na eleição do próximo dia 10, disse que o bombardeio-surpresa da Faixa de Gaza no início das operações por mar e ar, em 27 de dezembro, e a incursão blindada de uma semana depois "restauraram a dissuasão de Israel".

Em entrevista à Rádio do Exército, ela não deu sinais de quando a ofensiva vai terminar.

Fontes políticas disseram que Livni, líder do partido centrista Kadima, e o ministro da Defesa, Ehud Barak, dirigente do Partido Trabalhista (centro-esquerda), querem suspender a operação em Gaza rapidamente, mas que o premiê demissionário, Ehud Olmert, é contra e pretende levar o assunto a um fórum do gabinete, onde tem maioria.

Na segunda-feira, as forças israelenses mataram um militante palestino e quatro civis, segundo fontes médicas.

Os soldados israelenses enfrentaram os homens do Hamas ao norte e a leste da Cidade de Gaza, segundo testemunhas.

Os militares disseram que seus aviões realizaram mais de dez ataques durante a noite, menos do que nos dias anteriores. Eles teriam atingido militantes do Hamas, arsenais, uma base de lançamento de foguetes e um túnel sob a fronteira entre Gaza e Egito, usado no contrabando de armas.

Dois foguetes e dois morteiros disparados da Faixa de Gaza atingiram Israel, sem deixar vítimas, segundo os militares.

(Reportagem adicional de Adam Entous em Jerusalém)

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