Número de palestinos mortos em Gaza ultrapassa mil

Por Nidal al-Mughrabi GAZA (Reuters) - O número total de palestinos mortos na ofensiva israelense em Gaza passou de mil na quarta-feira, informou o Ministério da Saúde, controlado pelo Hamas. Enquanto isso, mediadores egípcios pressionavam ambos os lados por um cessar-fogo para pôr fim às quase três semanas de derramamento de sangue.

Reuters |

O Centro Palestino para Direitos Humanos, com sede em Gaza, afirmou que, entre os mortos, há mais de 670 civis. Dez soldados israelenses e três civis atingidos por foguetes disparados a partir da Faixa de Gaza morreram desde que Israel lançou a sua campanha, em 27 de dezembro.

Com a exigência de que qualquer acordo de cessar-fogo garanta que o Hamas não se rearme, Israel enviou caças para ataques com bombas potentes os túneis usados para contrabando sob a fronteira entre Gaza e Egito.

"Eles usaram bombas que foram fundo nos túneis e fizeram tremer todo o campo de refugiados de Rafah. A terra tremeu sob nossos pés", disse o cinegrafista palestino Bassam Abdallah. "Antes tínhamos medo, mas agora estamos nos acostumando a isso."

No Cairo, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, renovou os pedidos para um "cessar-fogo imediato e duradouro" entre Israel e o Hamas, que na quarta-feira disparou mais foguetes contra cidades do sul de Israel sem deixar feridos.

Um oficial israelense que pediu para não ser identificado disse que o Egito pressiona por um acordo de cessar-fogo até o fim de semana.

O oficial afirmou que "houve progresso" nas negociações sobre os controles na fronteira a fim de evitar que o Hamas refaça seu arsenal. Ele disse, porém, que líderes israelenses não estavam se comprometendo com a perspectiva de chegar a um acordo de cessar-fogo nos próximos dias.

FOGUETES NO NORTE DE ISRAEL

No norte de Israel, três foguetes lançados a partir do Líbano atingiram campos fora da área urbana da cidade de Kiryat Shmona, no segundo ataque do tipo em menos de uma semana. Ninguém assumiu de imediato a responsabilidade pelos disparos e Israel, que respondeu com artilharia, disse que espera evitar a abertura de um segundo front.

Ninguém ficou ferido em nenhum dos lados da fronteira.

Ao divulgar os números mais recentes do confronto, o Ministério da Saúde na Faixa de Gaza disse que 1.010 palestinos foram mortos e 4.700 ficaram feridos pelas forças israelenses até agora.

Os militares israelenses disseram que seus aviões bombardearam cerca de 35 túneis sob a fronteira da Faixa de Gaza com o Egito, além de quartéis-generais da polícia do Hamas na cidade de Gaza, oito esquadrões de combatentes e instalações de armazenamento de armas.

Com a aproximação das tropas israelenses ao centro da cidade de Gaza, organizações internacionais têm expressado preocupação cada vez maior sobre as condições das crianças presas ali.

Israel tem permitido carregamentos quase diários de alimentos e medicamentos. A organização Human Rights Watch, no entanto, disse que o intervalo diário de três horas nos ataques a fim de facilitar o fluxo de ajuda humanitária aos habitantes de Gaza é "angustiosamente insuficiente".

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