Número de páginas com abuso infantil na web caiu 6%, diz relatório

A organização britânica de fiscalização da internet Internet Watch Foundation (IWF) informou em seu relatório anual que ocorreu uma queda de 6% no número de páginas internacionais com conteúdo de abuso infantil.

BBC Brasil |

O relatório também destaca o fato de que, em 2008, 74% dos domínios de internet rastreados pelo IWF foram de operações comerciais, que vendem imagens de crianças. Em 2007, este índice era de 80%.

No entanto, a organização relatou também que ocorreu um aumento das imagens consideradas graves: em 2008, 58% dos domínios com imagens de abuso infantil continham imagens que envolviam penetração ou tortura. Em 2007, foram 47% dos domínios.

"Estas páginas, apesar de seus números estarem caindo, representam um problema extremamente grave", afirmou o diretor-executivo da IWF, Peter Robbins.

"As grandes redes de inteligência que temos com números telefônicos (para denúncias) e colegas da polícia em todo o mundo para apoiar ações internacionais estão fazendo uma grande diferença. Mas a forma sofisticada com que estas páginas operam ainda nos apresenta um desafio global muito complexo", acrescentou.

Queda

A IWF aponta em seu relatório uma queda em outras categorias. Em 2008, 69% das crianças mostradas em sites com imagens de abuso aparentavam ter dez anos ou menos; 24%, seis anos ou menos e 4%, dois anos ou menos. Em 2007, 80% das crianças mostradas aparentavam ter dez anos ou menos.

O secretário britânico para Comunicação e Tecnologia, Stephen Carter, elogiou as ações da IWF. "Tenho acompanhado o trabalho da IWF por muitos anos e continuo impressionado pelo apoio que conseguiu da indústria e pela variedade de táticas para combater (a divulgação de) conteúdo de abuso sexual infantil na internet, que geraram um impacto tão positivo no mundo todo", afirmou.

Apesar dos elogios, a IWF afirma em seu relatório que o maior desafio ainda é a natureza global da distribuição de imagens de abuso sexual infantil pela internet.

Para a organização, ações internacionais coordenadas da polícia, em parceria com números telefônicos para denúncias, podem combater os sites com estes conteúdos.

Além disso, a organização também propõe parcerias entre os setores público e privado, envolvendo provedores de internet, para combater o abuso infantil, além de outras ações como a promoção de serviços de filtros para evitar o acesso acidental a estes sites e esquemas nacionais para retirar do ar conteúdos criminosos mais rapidamente.


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