Número de novas infecções por Aids diminuiu 17% desde 2000, diz ONU

O número de novos infectados pelo vírus da Aids no mundo diminuiu 17% entre 2000 e 2008, segundo o relatório anual da Unaids, agência das Nações Unidas para o combate à Aids, publicado nesta terça-feira em Genebra, Suíça, em conjunto com a Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com o relatório, a diminuição no número de novos casos da doença se deve, principalmente, à prevenção.

BBC Brasil |

A agência da ONU ainda aponta o Brasil como um exemplo na implementação de políticas de prevenção à Aids.

"A América Latina oferece exemplos fortes de liderança na prevenção ao vírus HIV. Em particular, o Brasil, que vem sendo apontado por ter implementado cedo medidas de prevenção ao vírus HIV que ajudaram a atenuar a gravidade da epidemia no país", diz o documento divulgado nesta terça-feira.

No total, 2,8 milhões de pessoas contraíram o vírus HIV no ano passado, sendo 1,9 milhão na África subsaariana, região mais afetada do planeta.

A menor progressão foi registrada na região da Oceania, com 3 mil novos casos.

Longevidade
Apesar disso, a quantidade de pessoas portadoras do vírus HIV continua crescendo. Em 2008, 33,4 milhões de pessoas viviam com a doença em todo o mundo, contra 29 milhões em 2001.

A Unaids explica que o aumento no número de pessoas infectadas se deve aos novos casos, mas também à eficiência dos tratamentos antirretrovirais, "que têm permitido uma maior longevidade dos doentes".

Segundo a agência, nos países de baixa renda ou em desenvolvimento, entre eles o Brasil, os dados também indicam que o maior acesso ao tratamento tem contribuído para aumentar a longevidade dos infectados.

"No Brasil, que tem disponibilizado tratamento gratuito desde 1996, a sobrevida depois do primeiro diagnóstico da doença passou, no Estado de São Paulo, de quatro meses, entre 1992 e 1995, para 50 meses, entre 1998 e 2001", diz o relatório.

Ainda segundo os dados da Unaids e da OMS, desde o início da epidemia de Aids, 60 milhões de pessoas já foram infectadas pelo vírus em todo o mundo, e 25 milhões morreram em decorrência da doença.

A maior incidência continua sendo na África subsaariana, onde 22,4 milhões de pessoas são portadoras do vírus HIV. Na América Latina, o número de portadores é de 2 milhões.

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