Número de mortos por terremoto na Itália sobe a 260

Por Deepa Babington e Antonella Cinelli LAQUILA, Itália (Reuters) - Equipes de resgate trabalharam sob a luz de lampiões na fria madrugada de quarta-feira em busca de sobreviventes do terremoto no centro da Itália. Conseguiram retirar mais corpos dos escombros, elevando o total de mortos a 260.

Reuters |

Milhares de sobreviventes do pior terremoto do país em três décadas passaram a noite em tendas, enquanto uma série de tremores secundários atingia a montanhosa região de Abruzzo, o que obstruiu os trabalhos de resgate e causou pelo menos mais uma morte.

Os novos tremores aconteceram durante toda a noite, aumentando a tensão entre a população local. O mais violento desde segunda-feira, ao anoitecer, fez as equipes de resgate se dispersarem e derrubaram prédios que já estavam abalados, inclusive parte da basílica e da estação de trens de L'Aquila, cidade histórica que foi a mais devastada.

O prefeito local disse que uma pessoa morreu no bairro de Roio. O tremor secundário, de magnitude 5,6, foi sentido nos andares mais altos em Roma, cerca de 100 quilômetros a oeste.

Um homem de 76 anos morreu de ataque cardíaco na capital italiana durante um dos tremores.

"Aconselhamos as pessoas a não voltarem para suas casas", disse o primeiro-ministro Silvio Berlusconi em entrevista coletiva em L'Aquila. Ele declarou estado de emergência nacional e enviou tropas para a área. Também forneceu barracas e 16 cozinhas móveis para acomodar e alimentar cerca de 14 mil desabrigados.

Centenas de pessoas, muitas delas voluntariamente, usam escavadeiras ou as próprias mãos para remover os escombros. As equipes de resgate comemoraram a retirada com vida de uma moça de 20 anos, que passou 42 horas sob os destroços de um prédio de quatro andares. Ao longo do dia, porém, o número de mortos subiu constantemente.

Um bombeiro da cidade portuária de Pescara, que foi a L'Aquila participar do trabalho, desabou em pranto ao encontrar o corpo da sua enteada, que estudava na universidade local.

O primeiro funeral de uma vítima ocorre na quarta-feira, na cidade de Loreto Aprutino. Aproximadamente 1.000 pessoas permanecem feridas, das quais cerca de 100 com gravidade, e há mais 50 desaparecidos.

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