Número de mortos por terremoto na China já supera 14 mil

Carmen González Pequim, 14 mai (EFE) - O número de mortos em conseqüência do terremoto que na segunda-feira atingiu a província de Sichuan, na China, já chega a 14.866, e pelo menos 40 mil pessoas estão soterradas ou desaparecidas, segundo os últimos dados oficiais divulgados hoje.

EFE |

Quase todas as 14.463 mortes confirmadas oficialmente foram registradas em Sichuan, enquanto as demais se dividem entre as províncias de Gansu (280), Shaanxi (106), Henan (2) e Yunnan (1), e o município de Chongqing (14), conforme fontes oficiais disseram à agência "Xinhua".

Em Sichuan, o vice-governador Li Chengyun disse em entrevista coletiva que na província, além das vítimas fatais, 14.051 pessoas estão desaparecidas, 25.788 estão debaixo dos escombros e outras 64.746 estão feridas.

Os últimos dados oficiais chegam em meio ao grande desdobramento de forças militares e paramilitares chinesas nas zonas mais afetadas pelo terremoto, o pior a atingir o país em três décadas, e que teve seu epicentro no distrito de Wenchuan.

Dos 50 mil soldados enviados, 200 conseguiram chegar hoje, usando lanchas, a Yingxiua, uma das regiões mais afetadas, onde as autoridades afirmam que pelo menos 7.700 de seus cerca de 10 mil habitantes morreram.

A zona foi sobrevoada hoje pelo primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, que está na região desde o dia em que o terremoto foi registrado.

"Os sobreviventes devem continuar vivendo, e lutar por uma vida melhor. Quando se enfrenta a calamidade, o mais importante é ter determinação para combater o desastre e confiar em um futuro melhor", disse Wen.

Na cidade de Mianzhu, que teve pelo menos três mil mortos e se encontra incomunicável, um avião de carga do Exército lançou hoje pela primeira vez cinco toneladas de materiais de emergência, como água mineral, leite e macarrões instantâneos.

As forças militares enviam também telefones celulares às áreas que estão isoladas.

Um grupo de 15 pára-quedistas conseguiu chegar ao distrito de Weichuan, outra das regiões que seguem incomunicáveis, onde pelo menos 100 pessoas morreram.

Entre as vítimas fatais anunciadas hoje, estão 178 estudantes de uma escola de ensino médio do distrito de Qingchuan, onde 23 estudantes ainda estão soterrados.

No distrito de Beichuan, onde o número de mortos confirmados subiu hoje de três mil para cinco mil, estima-se ainda que haja mais de 10 mil feridos.

O Ministério de Assuntos Civis anunciou hoje que as doações, tanto em dinheiro quanto em material, já chegam a US$ 86 milhões.

Entre os doadores, estão nomes famosos como o recordista mundial dos 110 metros com barreiras Liu Xiang, e o jogador de basquete da equipe americana Houston Rockets Yao Ming, que doaram US$ 71 mil cada. O artista chinês Jackie Chan, com uma doação de US$ 1 milhão, também ajudou as vítimas do terremoto.

Em Pequim, o Comitê Permanente do Escritório Político do Partido Comunista (principal órgão do Executivo) se reuniu hoje sob o comando do presidente do país, Hu Jintao.

Hu pediu que sejam enviados mais soldados militares, paramilitares e médicos para as regiões mais atingidas pelo terremoto.

"Devemos dedicar toda a atenção a manter a estabilidade social", disse Hu na reunião. EFE cg/rr/gs

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