Número de mortos por gripe suína na Argentina já supera o México

O número de mortos vítimas da gripe suína na Argentina já chega a 137, o que representa um aumento de quase 50% em três dias superando o México como o segundo país com mais falecimentos no mundo atrás dos EUA, informou o ministério da Saúde nesta terça-feira.

AFP |

"As análises confirmaram 3.056 casos, 2.395 foram descartados, com 137 mortos", indicou o ministério em comunicado.

Segundo as autoridades, 11 pessoas faleceram na capital, 69 na província de Buenos Aires (centro-este) e uma na área metropolitana (sem especificar onde), enquanto 42 vítimas residiam na província de Santa Fé (centro-este) e três em Misiones (nordeste).

As outras mortes foram registradas em Córdoba (centro), Santa Cruz (sul), Chubut (sul) e San Juan (oeste), com dois casos em cada uma destas províncias, e Neuquén (sudoeste), Entre Rios (centro-este) e Rio Negro (sul), com um óbito em cada.

O ministro da Saúde, Juan Manzur, declarou na semana passada que projeções sugerem que cerca de 100.000 pessoas já foram infectadas na Argentina com o vírus H1N1 desde que a pandemia foi declarada no país, em maio.

A Argentina já havia convocado os ministros da Saúde de Brasil, Bolívia, Chile, Paraguai e Uruguai para uma reunião nesta quarta-feira visando analisar a ameaça da gripe suína na região e coordenar medidas para enfrentar a epidemia.

No Cone Sul, o Chile é o segundo país mais afetado pela gripe, com 25 mortes e 9.549 casos confirmados, seguido por Uruguai, com 9 mortos e 520 casos, Brasil, três mortes e mil casos, Paraguai, 3 óbitos e 500 casos, e Bolívia, com dois óbitos, segundo os últimos relatórios oficiais.

Manzur disse que cada ministro fará um relatório detalhado sobre a situação da epidemia em seu país.

O representante da Organização Pan-Americana de Saúde (OPS) na Argentina, Antonio Pagés, fará uma análise sobre as conclusões da reunião de mais de 50 ministros da Saúde de todo o planeta, realizada recentemente no México, para discutir o avanço da gripe suína.

A agenda de trabalho inclui a coordenação das medidas adotadas por cada país, a provisão de antivirais e o acesso equitativo às vacinas quando estiverem disponíveis, destaca o ministério argentino.

Os ministros também definirão uma estratégia comum sobre a troca de informações envolvendo a pandemia.

Em todo o planeta, a gripe suína ja contaminou mais de 100 mil pessoas, com 440 óbitos, segundo a OMS.

A diretora da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, lamentou nesta terça-feira os privilégios dos países mais ricos no acesso à vacina contra a gripe suína, em detrimento dos habitantes dos Estados mais pobres.

"As capacidades de produção de vacinas contra a gripe não são infinitas e são, infelizmente, insuficientes para um mundo de 6,8 bilhões de pessoas, das quais quase todas são suscetíveis a ser contaminadas por este vírus completamente novo e altamente contagioso", afirmou Chan em uma conferência da Organização Mundial da Propriedade Intelectual (OMPI).

"A melhor parte destes recursos limitados seguirá para os países mais ricos", criticou.

"Em termos de saúde, as políticas públicas continuarão sendo imperfeitas enquanto o acesso às ações que salvam vidas continuar favorável aos mais ricos", completou.

Na segunda-feira, a médica Marie-Paule Kieny, diretora do departamento de pesquisas de vacinas da OMS, afirmou que a pandemia de gripe suína não pode ser detida e, portanto, todos os países precisarão de vacina.

"Os especialistas consultados pela OMS determinaram como prioridade a vacinação de todos os que trabalham no setor de saúde para que possam manter o sistema em andamento", declarou.

Durante uma reunião no início de julho, os países em desenvolvimento e a OMS haviam pedido o acesso dos países mais pobres às vacinas, através de doações, preços vantajosos ou a cessão de parte das reservas dos países mais ricos.

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