Número de mortos por ataque em funeral no Paquistão passa de 40

Atentado com 45 mortos aconteceu na 5ª durante enterro de rival do Taleban; Paquistão não confirma morte de líder da Al-Qaeda

iG São Paulo |

O número de mortos por uma ataque de um homem-bomba na quinta-feira no Paquistão subiu nesta sexta-feira para 45, depois da morte de 14 pessoas que haviam ficado previamente feridas, informou a polícia. O ataque foi lançado durante o funeral de um líder tribal paquistanês contrário ao Taleban às 6h de Brasília na região de the Lower Dir region, localizada perto da fronteira afegã.

AP
Dedos de uma vítima de um ataque suicida em Lower Dir são amarrado depois de sua morte em um hospital em Peshawar, Paquistão (15/09)
Cerca de 200 pessoas participavam do enterro a céu aberto de Bakhat Khan quando o suicida lançou o ataque, disse o policial Sher Hassan Khan. Muitos ficaram feridos e foram levados a hospitais, disse.

Bakhat, que morreu quando dormia na quarta-feira, era membro de uma "lashkar" (milícia) opositora ao comando do Taleban na região. Os membros tribais no noroeste formavam várias milícias desse tipo, para as quais sempre recebem limitado financiamento do governo. Apesar de terem conseguido algum sucesso em paralisar a infiltração de militantes, muitos são rotineiramente atingidos por ataques de retaliação.

Muitas das explosões mais sangrentas dos últimos três anos tiveram como alvo membros de "lashkar" ou suas famílias.

Na segunda-feira, atiradores do Taleban mataram quatro crianças quando retornavam de uma escola localizada perto da cidade de Peshawar, a principal no noroeste do Paquistão. Os insurgentes disseram que o ataque tinha como objetivo impedir que os locais apoiem as milícias tribais que os combatem.

O Exército paquistanês lançou uma grande operação em 2009 contra o grupo Taleban no Vale Swat e em outros distritos da região, entre eles Dir. Durante os últimos meses, alguns grupos ligados ao Taleban deram sinais de reagrupamento ao redor de Dir e no distrito vizinho de Chitral, ao norte das sete regiões tribais, os redutos tradicionais da insurgência.

Morte de líder da Al-Qaeda

O principal porta-voz do Exército paquistanês, Athar Abbas, disse à EFE nesta sexta-feira que não é possível confirmar a morte do chefe de operações da Al-Qaeda, Abu Hafs al-Shahri, anunciada por fontes americanas não identificadas na quinta-feira .

O general não desmentiu nem confirmou que o terrorista tenha sido atingido por um avião espião dos EUA, limitando-se a dizer que o Exército do Paquistão não tem informações sobre sua morte.

Sem especificar as circunstâncias, uma autoridade americana disse na quinta-feira que Shahri foi abatido na região tribal paquistanesa do Waziristão do Norte, na fronteira com o Afeganistão. Há três semanas, Washington anunciou a morte do 'número dois' da Al-Qaeda, Atiyah Abd al-Rahman , informação que o Paquistão também não confirmou.

Segundo a autoridade americana, a suposta morte do chefe de operações "enfraquecerá ainda mais a capacidade da Al-Qaeda de recuperar-se da morte de seu 'número dois' no mês passado".

*Com AP e EFE

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