Número de mortos por Aids tem leve queda no mundo, diz ONU

WASHINGTON - O número de pessoas que estão morrendo de Aids e o de pessoas que estão sendo contaminadas pelo vírus da doença diminuíram um pouco nos últimos anos em meio a uma intensificação do esforço mundial para enfrentá-la, disse na terça-feira uma agência da Organização das Nações Unidas (ONU).

Reuters |

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No mundo todo, cerca de 33 milhões de pessoas eram portadoras do vírus em 2007, a maior parte delas moradoras da África subsaariana, uma cifra menor que os 33,2 milhões registrados em 2006, afirmou o relatório anual da ONU sobre a epidemia de Aids.

A quantidade de mortes provocadas pela Aids caiu pelo segundo ano consecutivo -- cerca de 2 milhões de pessoas teriam perdido a vida em virtude da doença em 2007, disseram estimativas citadas pelo Unaids.

Segundo a agência, 2,1 milhões de pessoas morreram por causa da doença em 2006.

O número de pessoas contaminadas recentemente pelo HIV caiu de 3,1 milhões em 2001 para 2,7 milhões em 2007, disse o relatório.

A África subsaariana continua a ser a parte do mundo mais afetada pela Aids, já que 67 por cento das pessoas portadoras do HIV e 72 por cento das mortes provocadas pela doença encontram-se naquela região, afirmou o documento.

Segundo o Unaids, programa da ONU para a doença, a quantidade de novos casos de contaminação caiu em vários países, mas subiu em outros, entre os quais a China, a Indonésia, o Quênia, Moçambique, Papua Nova Guiné, a Rússia, a Ucrânia e o Vietnã.

As contaminações pelo HIV também estão aumentando em países como a Alemanha, a Grã-Bretanha e a Austrália.

"Um aumento de seis vezes no montante gasto com os programa de combate ao HIV em países de baixa e média renda, entre 2001 e 2007, começa a render frutos", afirmou o relatório.

"Os avanços, no entanto, distribuem-se de forma desigual, e o futuro da epidemia continua a ser incerto, chamando atenção para a necessidade de intensificar as ações para avançar rumo ao acesso universal à prevenção, ao tratamento, ao cuidado e ao apoio quando se trata do HIV", disse o documento, lançado antes de uma conferência internacional sobre a Aids a ser realizada na próxima semana, no México.

O relatório veio a público cinco dias depois de o Congresso dos EUA ter aprovado uma grande ampliação do programa de combate à Aids e a outras doenças na África e em outras partes do mundo. A medida agora precisa ser sancionada pelo presidente norte-americano, George W. Bush.

"Os avanços na preservação de vidas ao evitar novas contaminações e fornecer tratamento para os portadores do HIV devem ser mantidos no longo prazo", disse em um comunicado o diretor-executivo do Unaids, Peter Piot. "Os ganhos de curto prazo devem servir de plataforma para revigorar os esforços que combinam prevenção e tratamento e não para alimentar qualquer tipo de complacência".

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