Número de mortos pelo terremoto no Chile já supera 300

(atualiza número de mortos) Santiago do Chile, 27 fev (EFE).- O número de mortos devido ao terremoto que hoje assolou a região do centro e sul do Chile já supera os 300, segundo a diretora do Escritório Nacional de Emergência (Onemi), Carmen Fernández.

EFE |

Cermen assegurou que o número de mortos aumentará à medida que as equipes de emergências vão tendo acesso a mais lugares.

Acrescentou que até dentro de 72 horas não se conhecerá a "dimensão total" do terremoto, que o ministro do Interior, Edmundo Pérez Yoma, qualificou como "um cataclismo de dimensões históricas".

"Desde o ano de 1960 (data do terremoto de Valdivia, o maior da história, de 9,5 graus Richter) nunca tínhamos tido um terremoto assim", disse Pérez Yoma, acrescentando que as autoridades esperam "ter um país mais normalizado" nas próximas 48 ou 72 horas.

O tremor deste sábado, de mais de 8 graus Richter (8,3 segundo o Escritório Nacional de Emergência do Chile e 8,8 segundo o Instituto Geológico dos Estados Unidos), abrangeu desde a região de Valparaíso (centro) até a dos Lagos (sul), ao longo de uns mil quilômetros da geografia chilena.

As regiões mais afetadas, segundo os dados reunidos até agora, são as de Maule, onde foi situado o epicentro do tremor, a 300 quilômetros de Santiago e de Bío-Bío, a 500 quilômetros da capital.

Entre as vítimas estão cinco habitantes do arquipélago de Juan Fernández, cerca de 600 quilômetros do litoral chileno, onde também foram reportados 11 desaparecidos quando uma enorme onda penetrou no principal povoado desse território insulano.

Enquanto a Marinha descartou que se tratasse de um tsunami, Carmen o considerou assim, por causa de um comportamento anormal do mar.

"Eu o denomino tsunami. Agora, se os técnicos, geofísicos quiseram denominá-lo de outro modo, acho que corresponde a outra competência. O importante é que nos gerou dano em regiões como Juan Fernández, onde o tremor não foi percebido", disse.

"Portanto, dá no mesmo como se chame", acrescentou a diretora da Onemi, a quem o presidente eleito do Chile, Sebastián Piñera, lhe pediu para permanecer no cargo depois do dia 11 de março, data da mudança de comando presidencial no país, com o objetivo de enfrentar de melhor maneira a situação gerada pelo terremoto.

O ministro do Interior, por outro lado, apelou para o povo para não comprar provisões ou gasolina de maneira exagerada, assegurando que o abastecimento desses produtos está assegurado e não haverá escassez.

"Esse problema não o temos", assegurou Pérez Yoma, dizendo que o principal problema a ser solucionado é reparar as estradas danificadas para normalizar o tráfico de pessoas e mercadorias. EFE mf/ma

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