PEQUIM - A apuração dos mortos pelo devastador terremoto do 12 de maio na China chegou neste domingo a 62.664 e o de desaparecidos a 23.775, segundo dados do Ministério de Assuntos Civis.


Em entrevista coletiva, o Escritório de Informação do Conselho de Estado assinalou que o número de feridos é ligeiramente superior ao de ontem.

O pior risco provém agora do iminente transbordamento dos 69 lagos formados pelos deslizamentos de terra e rochas que se desprenderam pelo terremoto, assinalou o Ministério de Recursos de Água nessa mesma entrevista coletiva.

O número de evacuados se mantém em 14,4 milhões de pessoas no pior terremoto registrado na China em 32 anos, com uma magnitude de 8 graus na escala aberta de Richter e epicentro na província de Sichuan que afetou um total de 45 milhões de pessoas no sudoeste da China.

Salvamentos dão esperança

Nos relatórios que chegam da região atingida pelo tremor de terra, as notícias de sobreviventes vem diminuindo, mas algumas histórias ainda mantêm viva a esperança. Um exemplo foi o salvamento na sexta-feira de um casal de idosos, Tian Yueqing, de 92 anos, e Cao Shuyun, de 84, sem filhos, que ficaram isolados em sua cabana na montanha Qingcheng após o terremoto.

Uma equipe de 200 mil voluntários, que inclui até psicólogos, trabalha nas tarefas de resgate e socorro para atenuar os efeitos da pior tragédia desde a fundação da República Popular da China em 1949, segundo líderes do país.

Mais de 7 mil réplicas atingiram Sichuan desde o dia 12, causando pânico entre os sobreviventes, já que algumas delas alcançaram 6,1 graus na escala Richter.

Faltam tendas para desabrigados

As autoridades chinesas pediram mais tendas de campanha para alojar aos mais de 14,4 milhões de desabrigados pelo terremoto do dia 12 de maio, que até agora causou mais de 60.000 mortos, e anunciaram o início das tarefas de reconstrução.

O primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, disse na devastada localidade de Yingxiu, onde se assentaram sobreviventes sem-teto, que embora os trabalhos de resgate continuem, o objetivo mudará gradualmente para a reconstrução e o realojamento dos desabrigados.

5,4 milhões de casas destruídas

Segundo dados do governo central, mais de 5,4 milhões de casas ficaram destruídas e outras 21,4 milhões danificadas. Segundo as autoridades, mais de 11 milhões de pessoas precisarão ser reinstaladas.

O primeiro-ministro disse que também se agiliza a produção de casas provisórias para garantir que a vida dos sobreviventes volte à normalidade em três meses.

O Ministério da Habitação informou ontem que devem construir 1,5 milhão de casas provisórias nas áreas afetadas de Sichuan, e esperam que este teto dure pelo menos três anos.

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(*Com informações das agências AFP, EFE e da BBC)

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