Número de mortos pela gripe na Argentina seria o dobro do oficial

Buenos Aires, 3 jul (EFE).- O número de mortes provocadas pela gripe suína na Argentina seria duas vezes maior do que as 44 confirmadas pelo Ministério da Saúde do país, disseram hoje à Agência Efe autoridades da Federação Sindical de Profissionais de Saúde (Fesprosa).

EFE |

O Governo da província (estado) argentina de Santa Fé confirmou hoje a morte de "dois adultos jovens" infectados pelo vírus A(H1N1).

"Em um cálculo conservador, estimamos que há dezenas de milhares de doentes e que o número de mortos seguramente é o dobro do informado oficialmente", alertou o presidente da Fesprosa, Jorge Yabkowski.

"O problema é que há um grande déficit de informação e de confirmação por parte das autoridades nacionais", reclamou.

O responsável pela organização que reúne profissionais da saúde de toda a Argentina considerou também que o país "não teve quantidade suficiente de medicamentos para tratar de todos os afetados e isso teve impacto na mortalidade, porque só os casos graves foram tratados".

"O quadro futuro é complicado, porque os remédios não estão chegando às províncias", sustentou Yabkowski.

Segundo o Ministério da Saúde argentino, o Governo começou a distribuir 300 mil doses do antiviral utilizado para o tratamento da gripe, às quais se somarão outras 500 mil na semana que vem.

"O Brasil, por outro lado, comprou dez milhões de doses de remédios e vai liberando a quantidade necessária aos poucos. Mas a Argentina não tem produção pública de remédios; por isso, não está em condições de fazer esse acúmulo", relatou Yabkowski.

O número de doentes e mortos pela gripe é motivo de polêmica na Argentina. Hoje, a presidente do país, Cristina Fernández de Kirchner, e o novo ministro da Saúde, Juan Manzur, tiveram hoje a primeira divergência em relação aos números oficiais sobre a doença.

Manzur disse que o vírus A(H1N1) poderia ter infectado 100 mil pessoas em território argentino, sendo que 2.800 casos foram confirmados por análise de laboratório.

No entanto, a governante pediu "responsabilidade e prudência" e expressou seu mal-estar pela divulgação dos números anunciados por Manzur. EFE ms/bba

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