Número de mortos nos confrontos na Nigéria pode chegar a 300

Lagos, 20 jan (EFE).- Militares fortemente armados e tropas de choque patrulham a cidade de Jos, no norte da Nigéria, onde entre 120 e 300 pessoas, segundo diversas fontes, morreram nos confrontos religiosos registrados desde domingo passado.

EFE |

A seção local de Jos da organização muçulmana Jamatu Nasril Islam (JNI) assegurou que, até a última hora de ontem, havia 138 corpos na mesquita central de cidade.

Dois porta-vozes da JNI, Danjummai Khalid e Hajiya Khadija Gambo Hawaja, disseram à imprensa local que as pessoas levam os corpos dos mortos e os feridos à mesquita, que se transformou em necrotério e centro de primeiros socorros.

A imprensa nigeriana, que cita diversas fontes, divulga números entre 120 e 300 mortos nos confrontos de Jos. A cidade se encontra calma hoje devido à presença em massa de forças militares e de segurança e ao toque de recolher total, de 24 horas por dia, declarado pelas autoridades.

A Cruz Vermelha nigeriana informou que 4 mil pessoas tiveram de deixar as moradias por causa da violência entre muçulmanos e cristãos em Jos, capital do Estado nigeriano de Plateau, mas não forneceu números de mortos nem de feridos.

A Polícia nacional nigeriana, por meio de seu porta-voz, Yemi Ajayi, disse hoje à Agência Efe que o número de detidos pelos confrontos é de 168 e acrescentou que só pode confirmar a morte de 13 pessoas, número bem menor do que o citado pelas fontes e pela imprensa local.

A violência entre as comunidades cristã e muçulmana começou no domingo passado no bairro de Nasarawa Gwon e se estendeu rapidamente a outras zonas de Jos, onde ocorreram incêndios e assaltos a locais comerciais.

Após um dia de relativa calma na segunda-feira, os confrontos voltaram a ocorrer ontem com maior virulência, apesar ao toque de recolher total declarado pelas autoridades.

Em mensagem à televisão, o governador do Estado de Plateau, Jonah Jang, condenou os responsáveis pelo conflito e elogiou os "esforços e sacrifícios" das forças de segurança que buscam acabar com os confrontos.

Jang assegurou que os confrontos foram contidos e que as autoridades têm a situação sob controle. Também agradeceu ao Governo federal de Abuja o envio de tropas e policiais nacionais para acabar com a violência. EFE da/sa

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