Noventa e cinco pessoas morreram e 597 ficaram feridas nesta quarta-feira, segundo um novo balanço divulgado pelo ministério do Interior do Iraque. Esta é a maior série de atentados em Bagdá desde que, em 30 de junho, o Exército iraquiano assumiu a segurança da cidade.


Seis ataques aconteceram na capital do Iraque, incluindo dois com caminhões-bomba, anunciaram o ministério do Interior e fontes médicas. As autoridades atribuíram os atentados a membros do partido Baath, do falecido ditador Saddam Hussein, e a grupos de extremistas.

Reuters
Iraquianos observam carros queimados em Bagdá

Cinco ministérios foram alvos dos ataques: Exterior, Finanças, Meio Ambiente, Habitação e da Saúde, todos situados no centro da cidade.

A explosão de um caminhão-bomba contra o Ministério do Exterior, perto da protegida Zona Verde, causou também danos no Parlamento iraquiano, que fica neste local que reúne vários edifícios governamentais e embaixadas. Cinquenta veículos pegaram fogo e o conhecido hotel Al-Rashid também sofreu danos.

O outro caminhão explodiu do lado de fora do ministério das Finanças, no bairro de Waziriyah, zona norte da capital, matando pelo menos 18 pessoas. A bomba destruiu parte de uma ponte perto do ministério e deixou mais de 200 feridos, segundo fontes médicas.

Outras explosões causaram destruição na Universidade de Al-Mustansiriya, no leste de Bagdá, assim como em edifícios, estabelecimentos comerciais e veículos situados nos bairros do sul, centro e norte da cidade.

AP
Carros incendiados em frente ao ministério iraquiano do Exterior

Além dos caminhões, os terroristas usaram um carro-bomba, lançaram bombas e mísseis Katyusha.

Os atentados aconteceram no sexto aniversário do ataque com um caminhão-bomba contra o prédio da ONU em Bagdá, que matou o brasileiro Sérgio Vieira de Mello, enviado especial do então secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan.

Além disso, coincidem com a decisão do governo de retirar os muros de concreto construídos entre alguns bairros da capital e a reabertura de várias pontes, devido à redução dos ataques que tinha sido registrada nos últimos meses na capital.

Ameaça

As autoridades de segurança de Bagdá informaram hoje em nota que receberam informações dos serviços secretos que indicam a presença de mais carros-bomba na cidade.

O comunicado explica que os agentes de segurança conseguiram deter dois supostos "umara" (chefes) da Al Qaeda quando dirigiam um automóvel carregado com explosivos na área de Al-Mansur, no oeste de Bagdá.

Veja reportagem em vídeo sobre os atentados:

Reação internacional

A União Europeia (UE) condenou os "brutais" atentados em Bagdá e manifestou seu apoio ao povo iraquiano perante a recente onda de violência que afeta o país.

A presidência da UE - atualmente nas mãos da Suécia - condenou também, em comunicado, as ações com bomba que ocorreram em diversas partes do Iraque nas últimas duas semanas.

O Conselho de Segurança da ONU também condenou a série de atentados, segundo declarou o embaixador britânico em nome do Conselho, que preside este mês. "Os membros do Conselho condenam com os termos mais fortes a série de atentados cometidos hoje (quarta-feira) em Bagdá", afirmou. 

(Com informações da AFP e EFE)

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