Número de mortos no Rio de Janeiro sobe para 133

Rio de Janeiro, 7 abr (EFE).- O número de mortos devido aos deslizamentos de terra causados pelas chuvas no estado do Rio de Janeiro subiu hoje para 133, segundo as autoridades, que ainda buscam outros 53 desaparecidos.

EFE |

A cidade de Niterói foi a mais afetada pelo temporal de segunda-feira e terça-feira, com pelo menos 67 mortos e cerca de dois mil desabrigados, segundo o último balanço divulgado pela Defesa Civil do Rio de Janeiro.

O prefeito de Niterói Jorge Roberto Silveira declarou estado de calamidade pública e luto oficial de uma semana.

Foram contabilizadas 46 mortes no Rio, outras 14 em São Gonçalo e três em Nilópolis, duas cidades localizadas na região metropolitana.

As outras três mortes foram registradas nos municípios de Paulo de Frontin, Magé e Petrópolis, localizadas.

Os bombeiros ainda buscam 53 desaparecidos que estariam sob os escombros em que se transformaram as casas sepultadas pelos deslizamentos de terra. A maioria deles aconteceu nas favelas de Niteróis e do Rio, construídas nas encostas dos morros.

A maioria das vítimas são, precisamente habitantes de bairros pobres construídas em áreas montanhosas consideradas de risco.

A Defesa Civil do Rio de Janeiro informou que desde a tarde da segunda-feira atendeu 806 ligações de emergência para avisar do desmoronamento de casas, deslizamentos de terra e queda de muros.

O balanço oficial no Rio de Janeiro também registra 135 pessoas que sofreram ferimentos e foram transferidas para hospitais públicos, 180 casas interditadas por estarem em áreas de risco e 2.134 desabrigados.

Na manhã de hoje a chuva finalmente parou e o sol apareceu em alguns pontos da região metropolitana, mas o prefeito da cidade, Eduardo Paes, alertou que ainda há risco de novos desabamentos em áreas de risco.

Os meteorologistas prevêem que as chuvas devem prosseguir até quinta-feira, embora com intensidade menor.

Apesar de algumas ruas da cidade ainda estarem inundadas e outras bloqueadas, a cidade começou a voltar ao normal nesta quarta-feira e o transporte público voltou a funcionar.

Os comércios e os escritórios voltaram a funcionar, mas as escolas permaneceram fechadas por ordem da Prefeitura e do governo.

Os temporais de segunda-feira e terça-feira foram considerados os piores sofridos pelo Rio de Janeiro em 40 anos e os meteorologistas disseram que o volume de água que caiu em 12 horas é mais do que o dobro do esperado para todo o mês de abril. EFE mp/pb

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