Número de mortos em terremoto na China sobe para 791

O número oficial de mortos no terremoto de 6,9 graus de magnitude que atingiu nesta quarta-feira a remota província de Qinghai, no oeste da China, subiu para 791, e moradores de áreas atingidas acreditam que pode ser ainda mais elevado. Quase 300 pessoas continuam desaparecidas.

BBC Brasil |

As autoridades dizem que 11.477 pessoas ficaram feridas em consequência do sismo.

O primeiro-ministro da China, Wen Jibao, visitou o condado de Yushu, na montanhosa região tibetana onde estava localizado o epicentro do terremoto.

O dirigente chinês enviou uma mensagem para as equipes de resgate, dizendo "nunca desistam, mesmo se houver pouca esperança (de encontrar pessoas soterradas)."

A TV chinesa mostrou imagens de Wen dizendo aos trabalhadores: "O mais importante é resgatar pessoas."

"Nós não devemos poupar esforços para salvar pessoas (...) especialmente dentro do prazo de 72 horas. Por favor, esforcem-se o máximo que puderem."

Entre os desafios enfrentados pelas equipes de emergência em Yushu estão a altitude de 4 mil metros, o ar rarefeito e as baixas temperaturas.

Máquinas pesadas começam a chegar à região para ajudar na remoção de escombros. Em Yushu, estima-se que 15 mil casas foram destruídas.

Um repórter da BBC que conseguiu chegar a Jiegu, Damian Grammaticas, disse que as equipes de emergência estimam que 90% dos prédios da cidade desabaram.

Segundo ele, muitas pessoas estão na rua, temerosas de entrar em suas casas. Além do trabalho oficial das equipes de emergência, Grammaticas disse ter visto monges budistas tibetanos carregando picaretas e pás em um esforço para ajudar a retirar pessoas sob os escombros.

Milhares de pessoas estão desabrigadas. Alimentos, remédios e tendas estão sendo enviados para a região.

O terremoto, ocorrido a uma profundidade de 10 quilômetros, danificou linhas telefônicas e de transmissão de energia elétrica e provocou deslizamentos de terra que bloquearam vias de acesso vitais para a área.

O presidente da China, Hu Jintao, anunciou que vai abreviar sua participação na cúpula dos Bric (Brasil, Rússia, Índia e China) em Brasília para voltar a seu país, atingido pelo que ele disse ser "enorme calamidade".

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