Número de militares brasileiros mortos no Haiti chega a 14

O número de militares brasileiros mortos no terremoto que atingiu o Haiti na terça-feira subiu para 14 de acordo com informações do Ministério da Defesa. Dez destes militares são do 5º Batalhão de Infantaria Leve, com sede na cidade de Lorena.

BBC Brasil |

Dois são de um batalhão sediado em São Vicente, um, de Lins e outro de Brasília.

Outros quatro militares brasileiros continuam desaparecidos e outros 14 estão feridos. Entre os feridos, dois serão mandados de volta para o Brasil e dois foram internados na República Dominicana.

Além dos 14 militares brasileiros mortos pelo terremoto, a fundadora da Pastoral Criança, Zilda Arns, também morreu em Porto Príncipe.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, chegou ao Haiti no final da noite de quarta-feira para acompanhar a situação no país depois do terremoto.

Jobim está coordenando os trabalhos da missão brasileira no Haiti e vai detalhar nesta quinta-feira os primeiros procedimentos que já foram acertados em uma reunião na noite de quarta-feira com o comandante militar da missão da ONU, o general Floriano Peixoto Vieira.

De volta ao Brasil
O corpo da coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, será levado de volta ao Brasil em um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) ainda nesta quinta-feira.

Zilda Arns foi atingida pelo desabamento de uma escola na qual fazia uma palestra para padres e seminaristas. O Haiti seria o 11º país a receber a Pastoral da Criança e os padres e seminaristas que participavam da palestra iriam abrir suas igrejas para o trabalho da pastoral.

Segundo as primeiras informações a respeito da morte de Zilda Arns, divulgadas na quarta-feira, a coordenadora da Pastoral da Criança teria morrido enquanto caminhava pela rua em Porto Príncipe.

Cerca de 40 pessoas, entre médicos da Aeronáutica brasileira e voluntários vão embarcar para Porto Príncipe para trabalhar no hospital de campanha que o governo brasileiro vai montar na capital haitiana, para ajudar no atendimento dos feridos.

Os três principais hospitais da cidade desabaram devido ao terremoto de 7 graus na escala Richter que atingiu o país na terça-feira.

Além do hospital de campanha, o governo brasileiro também deve enviar ao Haiti kits com medicamentos e ambulâncias para o resgate.

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