Número de jornalistas mortos cai de 115 para 95 neste ano

Genebra, 15 dez (EFE).- Melhorias na segurança do Iraque fizeram o número de assassinatos a jornalistas cair de 115 no ano passado para 95 neste ano - um deles no Brasil -, em 32 países, divulgou hoje a Campanha Emblema de Imprensa (PEC).

EFE |

O Iraque segue sendo o país mais perigoso do mundo para os repórteres, com 15 assassinatos em 2008, número que, no entanto, caiu em 70% comparado a 2007, quando registrou 50 homicídios de jornalistas.

Desde o início da invasão dos EUA há cinco anos e meio, 265 jornalistas perderam a vida no país árabe.

O segundo lugar ficou o México, onde áreas do interior são dominadas pelo narcotráfico e nove jornalistas foram mortos neste ano.

Em seguida, vieram Paquistão (8), Índia (7), Filipinas (6), Geórgia (5), Rússia (5) e Tailândia (4).

Segundo os cálculos da entidade, nos últimos anos foram assassinados uma média de dois jornalistas por semana, sem contar as centenas deles que foram feridos, seqüestrados, ameaçados, ou presos em países como Mianmar, China, Zimbábue ou Eritréia.

Segundo a PEC a situação dos jornalistas piorou em 2008 no México, Paquistão, Índia, Tailândia, Rússia, Filipinas, Geórgia e Croácia.

Além do Iraque, a PEC constatou melhorias na Somália, onde se registraram dois mortos, contra oito em 2007, e no Sri Lanka, onde houve dois falecidos contra sete do ano passado.

Colômbia, Venezuela, Afeganistão, Somália, Croácia, Nigéria, a República Democrática do Congo, Nepal e Sri Lanka contabilizaram dois jornalistas mortos, enquanto que Irã, República Dominicana, Equador, Panamá, Bolívia, Uganda, Honduras, Brasil, Niger, Guatemala, Burundi, Quênia, Camboja, Zimbábue e Israel (em Gaza) tiveram um, cada.

Segundo a PEC a grande maioria dos jornalistas assassinados foi alvo em razão de sua profissão.

"Trata-se de assassinatos deliberados destinados a eliminar um indivíduo, em razão de suas investigações ou de suas opiniões contrárias às de grupos armados, de grupos políticos, de organizações criminosas ou de interesses locais", diz o comunicado emitido pela entidade.

As causas acidentais, como explosões de bombas ou balas perdidas, representaram neste ano cerca de 10% das mortes. EFE mh/jp

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