O ano de 2009 foi o mais mortífero da história para jornalistas, com 68 vítimas em todo o mundo, anunciou nesta quinta-feira o Comitê de Proteção dos Jornalistas (CPJ).

O CPJ, com sede em Nova York, destacou que outras 20 mortes de profissionais da imprensa estão sendo investigadas e podem integrar a já extensa lista de vítimas deste ano.

Em 2008, 42 jornalistas foram assassinados. O ano de 2007 também atingiu um pico com 67 mortes, principalmente por causa da guerra no Iraque.

Este ano, o número de vítimas disparou com o massacre perpetrado mês passado na província de Maguindanao, nas Filipinas, quando 29 repórteres que integravam um grupo de 57 pessoas foram mortos em uma emboscada.

"A matança nas Filipinas é o resultado de uma realidade impactante mas que não chega a surpreender: o governo deste país deixou que a violência contra os jornalistas, sobretudo por motivos políticos, se tornasse uma cultura", lamentou Bob Dietz, coordenador do CPJ na Ásia.

Além disso, morreram em 2009 nove jornalistas na Somália, quatro no Iraque, quatro no Paquistão e três na Rússia.

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