Número de civis mortos no conflito afegão subiu 24%

Genebra, 30 jul (EFE).- O número de civis assassinados no conflito afegão aumentou 24% nos primeiros seis meses deste ano em relação ao mesmo período de 2008, segundo denunciou hoje as Nações Unidas.

EFE |

Segundo os dados da Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (Unama), no primeiro semestre do ano morreram 1.013 civis por causa dos combates nesse país.

"Tanto as forças antigovernamentais como as governistas são responsáveis pelo aumento do número de vítimas civis", assinala o relatório.

No entanto, especifica que "hoje a oposição armada cria mais vítimas civis do que as forças de segurança afegãs ou os militares internacionais".

Em 10% das mortes não se pode estabelecer quem foi o autor ou o grupo que a causou.

O número global de vítimas aumentou, devido a uma intensificação do conflito e tanto as forças governistas como as antigovernamentais causaram mais vítimas do que no ano passado, mas diminuiu a percentagem de mortes atribuídas aos exércitos regulares.

Entre janeiro e junho de 2009, 59% dos civis (595 mortes) foram assassinados por culpa das forças antigovernamentais, e 30,5% (310 mortes) por causa dos ataques das forças regulares.

"Este fato representa uma mudança significativa desde 2007 quando as forças governamentais eram responsáveis por 41% das mortes de civis, e os insurgentes por 46%", diz o relatório.

A Unama lembra que os ataques aéreos são a principal causa de morte de civis atribuídas às forças aliadas, e que nos primeiros seis meses do ano 40 ataques aéreos mataram 200 pessoas.

A respeito das mortes causadas pela insurgência, das 595 mortes produzidas no primeiro semestre, 400 devidas ao uso indiscriminado de explosivos e ataques suicidas.

Este número representa 67% das mortes atribuídas à oposição armada.

Em relação ao conteúdo do relatório, a alta comissária para os Direitos Humanos, Navi Pillay, disse: "Todas as partes envolvidas no conflito deveriam tomar as medidas necessárias para proteger os civis, e se assegurar de que haverá investigação e justiça independente para as vítimas". EFE mh/ma

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