Número atual de jornalistas presos é o maior em 15 anos

De acordo com Comitê para a Proteção dos Jornalistas, 179 profissionais estão presos em todo o mundo - nenhum na América Latina

iG São Paulo |

O Comitê para a Proteção dos Jornalistas (CPJ) afirmou nesta quinta-feira que 179 profissionais estão presos em todo o mundo, o número mais alto dos últimos 15 anos. Segundo a organização, pela primeira vez desde 1990 nenhum jornalista está detido na América Latina.

De acordo com o CPJ, o estudo foi concluído em 1º de dezembro e inclui repórteres, editores e fotojornalistas. O número é 19% maior que o registrado no ano passado, quando 145 jornalistas estavam detidos.

Em geral, os jornalistas foram presos em seus próprios países por acusações de subversão contra o Estado ou por violação das normas de censura. Entre os 179 presos, 65 ainda não sabem quais são as acusações contra eles.

O CPJ constatou que pelo segundo ano consecutivo o Irã é o país que mais prende jornalistas, com 42 profissionais detidos, seguido por Eritreia (28), China (27), Mianmar (12), Vietnã (9) e Síria (8).

"O Irã mantém suas prisões abertas para novas detenções, onde os presos são tratados de forma desumana", denunciou o CPJ, que detalhou em seu relatório que desde 2009 a campanha "impiedosa" das autoridades contra a imprensa forçou 67 repórteres a abandonar o país.

O coordenador da seção para as Américas do CPJ, Carlos Lauría, considerou um "dado positivo" que não haja jornalistas presos na América Latina, "já que até pouco tempo atrás Cuba era um dos países que mais prendiam profissionais em todo o mundo".

Lauría, porém, evitou comemorar a situação, já que "Cuba segue detendo jornalistas independentes como forma de intimidação, além de os profissionais sofrerem atos de repúdio e surras e estarem sob vigilância constante".

Com EFE

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