Novos tremores causam pânico em moradores de cidades costeiras do Chile

Dois fortes tremores de magnitude 5,9 e 6,0 atingiram nesta quarta-feira a região centro-sul do Chile, espalhando pânico entre moradores. Com medo de um novo tsunami, muitas pessoas correram para as áreas mais altas das cidades costeiras.

iG São Paulo |


Segundo a agência AFP, um alerta de tsunami foi dado pela polícia para o litoral centro-sul do Chile. No entanto, o Escritório Nacional de Emergência descartou o risco de um novo tsunami. O Centro de Alertas de Tsunami do Pacífico também não tem nenhum alerta vigente.

O Serviço Geológico dos Estados Unidos informou que o primeiro movimento ocorreu na região de Bío Bío a uma profundidade de 35 quilômetros. O segundo sismo ocorreu na região de Maule a uma profundidade de 33 quilômetros.

AP
Chilenos correm em Constituición, após falso alerta de tsunami

Chilenos correm em Constituición, após falso alerta de tsunami

Nesta quarta-feira, o governo chileno informou que subiu para 802 o número de mortos no terremoto de 8,8 graus que atingiu o país no sábado, provocando um tsunami.

Depois do terremoto do fim de semana, já foram registradas mais de 100 réplicas. O Serviço Geológico dos EUA registrou mais de 30 réplicas somente nesta quarta-feira.

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, negou a existência de uma crise de abastecimento de alimentos ou de combustíveis no país, atingido por um terremoto no sábado.

Após uma reunião ministerial que contou com a participação do setor empresarial, Bachelet pediu calma à população. "Aqui não há desabastecimento. Há alimentos suficientes e combustível também. É preciso ter tranquilidade nos lugares onde são realizadas as distribuições (de alimentos)", disse.

"Pedi aos empresários que buscássemos de todas as formas necessárias para proteger os empregos. Não queremos que todo esse drama, de quem perdeu parentes e suas casas, fique ainda pior com a desocupação", completou Bachelet.

'Pouco enfático'

Na terça-feira, o comandante da Marinha, almirante Edmundo González, disse em entrevista à TVN que a corporação enviou dois alertas de tsunami ao escritório de emergência do país (Onemi, na sigla em espanhol), mas que o serviço foi "pouco enfático" sobre os riscos, indicando que houve um erro no caso.

"O epicentro foi na terra. Por isso, não deveria haver tsunami", foi a informação dada à presidente pelo Serviço Hidrográfico e Oceonográfico (SHOA), ligado à Marinha, de acordo com reportagem do jornal chileno El Mercurio.

"A presidente ligou para o SHOA por volta das 5h15 para saber se era mantido o alerta que tínhamos feito 1h10 antes (pouco depois do terremoto). Fomos pouco claros na informação que lhe demos", disse.

"Não fomos suficientemente precisos para dizer a presidente se se mantinha ou se cancelava o alerta. Titubeamos", disse o almirante.


Com Reuters e BBC

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