Novos prefeitos tomam posse e reconfiguram mapa político do Brasil

Rio de Janeiro, 1º jan (EFE).- Com o duro desafio de enfrentar a crise e desenvolver suas regiões, os prefeitos dos 5.

EFE |

563 municípios do Brasil eleitos em outubro tomaram posse hoje, alterando o mapa político do país.

Nessas eleições, que em algumas cidades aconteceram em dois turnos, o Governo assegurou 60% das prefeituras, embora tenha sofrido derrotas significativas em várias capitais, especialmente em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país.

No Rio de Janeiro, quem saiu vitorioso foi Eduardo Paes (PMDB), um jovem político de perfil de tecnocrata, cuja principal meta é ordenar uma das cidades mais caóticas do país.

Eleito no segundo turno com uma vantagem mínima sobre seu então adversário, o verde Fernando Gabeira, Paes programou sua posse nesta quinta-feira para as 12h45 (de Brasília), o que o fez se tornar o primeiro prefeito eleito a jurar o cargo.

Assim como está fazendo o presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, Paes montou uma "equipe de transição" e encarregou-a de elaborar medidas contra a desordem urbana e as elevadas taxas de criminalidade no Rio, as quais hoje mesmo foram transformadas em decretos.

No entanto, no caminho dos novos administradores municipais está a crise econômica, que fez o Governo federal pedir austeridade às prefeituras e cogitar cortes na transferência de recursos para as cidades, sob o risco de ter que enxugar custos em seus projetos de infra-estrutura.

Atento a tudo isso, o novo prefeito do Rio já anunciou cortes nos gastos correntes de sua Administração e estabeleceu as bases para a criação de uma agência que cuide da gestão eficiente das contas públicas municipais.

Em São Paulo, a candidata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a ex-ministra do Turismo Marta Suplicy, foi derrotada com folga pelo atual prefeito, Gilberto Kassab.

Kassab é afilhado político de um dos prováveis candidatos às eleições presidenciais de 2010, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB).

A reeleição de Kassab fortaleceu Serra para 2010 e também eliminou possíveis presidenciáveis na lista do PT, que agora tem como nome mais forte para o pleito do ano que vem o da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

Assim como Paes no Rio, Kassab tem pela frente grandes desafios para tentar articular São Paulo, a maior cidade da América do Sul, atormentada por deficiências em infra-estruturas, engarrafamentos quilométricos diários e a saturação de seus aeroportos.

A insegurança, a poluição e os problemas nas áreas de saúde e educação são outras situações que continuarão dando trabalho a Kassab, cuja Administração já acumula atrasos em obras orçadas em US$ 2,1 bilhões, segundo a imprensa local.

Quem também saiu bastante fortalecido das eleições de outubro foi o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, cujo candidato, Márcio Lacerda, obteve uma clara vitória em Belo Horizonte e agora pode levar seu padrinho a disputar com Serra a candidatura do PSDB à Presidência em 2010.

Segundo dados das autoridades eleitorais, entre os novos 5.563 prefeitos do Brasil, há 505 mulheres, 100 a mais que no pleito anterior.

Ao todo, 30 cidades com mais de 200 mil eleitores foram para o segundo turno. Nas 26 capitais estaduais, 19 prefeitos foram reeleitos.

Em Brasília, capital do país, não houve eleições, já que a Constituição não reconhece o Distrito Federal como município e todo o território é administrado pelo governador. EFE mp/sc

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