Mogadíscio, 3 mar (EFE).- Pelo menos 12 pessoas morreram e mais de 40 ficaram feridas em combates entre as forças do Governo da Somália e rebeldes da milícia radical islâmica Al Shahab, ligada à Al Qaeda, em Mogadíscio, capital do país, na terça-feira.

Os combates começaram com a invasão das forças do Governo para ocupar Tarbuunka, área no sul da capital até agora controlada pela milícia.

Um dos mísseis usados no confronto atingiu um mercado e matou cinco pessoas, entre elas duas crianças. Outro atingiu a sede de uma empresa e deixou 10 feridos, sendo dois em estado grave.

Segundo uma fonte do hospital Madina, que atendeu as vítimas, quatro pessoas perderam a vida no centro médico, por conta dos ferimentos.

Os combates de ontem à noite, os mais intensos do último mês, aconteceram um dia depois de o presidente da Somália, Sharif Sheik Ahmed, completar um ano à frente do Governo.

O porta-voz da Al Shabab afirmou que o Governo iniciou o ataque, mas que foram os rebeldes islâmicos que ganharam a batalha: "Como sempre, derrotamos as forças governamentais e ocupamos mais áreas da cidade", disse.

Ele afirmou ainda que as tropas governamentais se esconderam entre os cidadãos quando "começaram a sentir a dor das balas".

O Governo também disse ter saído vitorioso do confronto de ontem à noite e convidou a imprensa a visitar a área para confirmar sua versão, mas não garantiu a segurança dos profissionais.

"Conseguimos fazer os terroristas recuarem, recuperamos mais áreas da cidade e matamos diversos rebeldes", afirmou o porta-voz da Polícia, que pediu ao povo de Mogadíscio que enfrente os radicais.

A população da Somália teme uma nova guerra desde o anúncio do Governo de que uma ofensiva militar contra as milícias radicais islâmicas, que controlam grande parte do território do país.

Já a Al Shabab anunciou "dezenas" de ataques suicidas para breve.

EFE.

ia/dp

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