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Novos ataques em Gaza ameaçam negociações de trégua

GAZA - Israel bombardeou pela primeira vez, desde que declarou cessar-fogo no dia 17, os túneis que ligam Gaza ao Egito. Isso ocorre um dia após a trégua ter sido rompida por milícias palestinas que atacaram forças israelenses, matando um militar. A escalada de violência dificulta a consolidação do cessar-fogo e acontece durante http://ultimosegundo.ig.com.br/bbc/2009/01/28/emissario+de+obama+tenta+consolidar+tregua+em+gaza+3675271.html target=_topvisita de um emissário de Barack Obama ao Oriente Médio.

Redação com agências internacionais |

Ontem, após o ataque à patrulha militar em Kisufim, Israel voltou a fechar as passagens com Gaza por 24 horas, e nesta manhã as reabriu, segundo afirmou o coordenador palestino das passagens de fronteira, Raed Fatouh.

Antes do amanhecer, aviões F-16 jogaram três bombas de profundidade especialmente utilizadas para destruir túneis, levando pânico à população de Rafah, na fronteira com Egito. Muitas pessoas fugiram de suas casas.

Testemunhas disseram que os aviões atacaram o corredor entre o território egípcio e as casas palestinas. Não há informações sobre número de vítimas.


Palestinos observam destruição após ataques / AP

Os túneis ligam casas da Faixa de Gaza com outras no Sinai egípcio. Por eles passam armas para o Hamas, em Gaza, além de produtos que de outra forma não poderiam chegar ao território palestino devido ao bloqueio israelense.

Em comunicado, o Exército israelense confirmou o ataque contra "túneis de contrabando (operados) pelo Hamas no sul da Faixa de Gaza".

Este bombardeio foi feito "em resposta ao ataque contra uma força do Exército na região de Kisufim" na manhã de terça-feira, "no qual um oficial (de Israel) morreu e outros três soldados ficaram feridos, quando palestinos detonaram uma bomba contra uma patrulha que estava do lado israelense da cerca", informa o boletim militar.

O Exército israelense atribui ao Hamas, que governa Gaza desde junho de 2007, "a responsabilidade pela manutenção da calma nas localidades ao sul de Israel", e adverte que "responderá duramente a qualquer tentativa" que possa alterar a situação de cessar-fogo.

O ministro da Defesa de Israel, Ehud Barak, antecipou que Israel responderia à morte de seu oficial, embora nenhuma facção armada palestina tenha se responsabilizado pelo ataque aos militares, que desencadeou os confrontos mais graves em dez dias.

Nesses bombardeios, um granjeiro palestino de 27 anos foi morto pelos disparos de um tanque israelense no centro da Faixa de Gaza, e, horas depois, a Força Aérea atacou e feriu gravemente um foguete um miliciano que circulava de motocicleta por Khan Yunes.

Enviado de Obama

Os bombardeios acontecem pouco tempo depois de Israel e Hamas terem anunciado, separadamente, um cessar-fogo. A negociação, mediada pelo Egito, tinha o objetivo de consolidar uma trégua de duração entre um ano e um ano e meio. 

A volta da  violência aconteceu horas antes da chegada a Israel do enviado dos EUA para o Oriente Médio , George Mitchell, designado pelo presidente americano, Barack Obama, para se informar sobre a situação política na região após o conflito armado em Gaza.


George Mitchell se reúne com Ehud Olmert / AP

O primeiro objetivo do enviado é respaldar o cessar-fogo que o Hamas e Israel declararam após a ofensiva militar israelense de 22 dias de duração que matou cerca de 1.400 palestinos e deixou mais de 5 mil feridos.

Durante a guerra também morreram 13 israelenses -três civis e 10 militares-, e mais de 200 foram feridos.

Mitchell também tentará abrir vias estáveis de ajuda humanitária à faixa, cuja população depende da assistência internacional para subsistir.

Ataques do Hamas

Na manhã de hoje, as milícias palestinas responderam, lançando várias bombas e um foguete de curto alcance que caiu na região israelense de Eshkol, sem causar vítimas nem danos materiais.

Temendo uma nova espiral de violência, Ehud Barak adiou uma viagem que faria hoje aos Estados Unidos, conforme informou o jornal "Ha'aretz", e, no início da tarde, reuniu-se com o primeiro-ministro, Ehud Olmert, e a ministra de Relações Exteriores, Tzipi Livni, para avaliar a situação.

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