Novos ataques deixam pelo menos 29 mortos no Iraque

Uma série de ataques em diversas cidades iraquianas deixou pelo menos 29 mortos nesta segunda-feira, segundo informações da polícia local. No ataque mais recente, uma bomba deixada ao lado de uma estrada perto de um mercado matou quatro pessoas no distrito Husseiniya, na capital, Bagdá.

BBC Brasil |

O atentado mais violento ocorreu perto de prédios do governo municipal em Abu Ghraib, a oeste de Bagdá. Um carro-bomba explodiu deixando sete pessoas mortas e outros 13 feridos.

Ataques

A polícia registrou cerca de seis explosões em diferentes partes de Bagdá e nos arredores. Cada ataque deixou entre duas e sete pessoas mortas, além de diversos feridos.

Além dos ataques em Abu Ghraib e Husseiniya, uma bomba explodiu perto de um micro-ônibus que levava estudantes no distrito de Sadr City, no leste de Bagdá. O ataque deixou três estudantes mortos e outros 12 feridos, além do motorista.

Outra bomba colocada ao lado de uma estrada matou três pessoas e deixou outras 30 feridas no distrito de Shaab, no norte da capital.

No centro de Bagdá, a explosão de um carro-bomba matou cinco pessoas e deixou 20 feridos no distrito de Karrada.

Três soldados morreram na província de Diyala, no nordeste do país, atingidos pela explosão de uma bomba em uma estrada da região.

Além dos ataques a bomba, atiradores mataram cinco pessoas na cidade de Mosul, no norte do Iraque.

No sábado, mais de setenta pessoas ficaram feridas em um ataque a bomba em Kirkuk.

Retirada

Os atentados ocorrem alguns dias antes da retirada das tropas americanas do país.

Segundo o correspondente da BBC em Bagdá, Jim Muir, os insurgentes parecem determinados em tentar mostrar que a situação do país é instável antes do fim do prazo para retirada das tropas.

A maioria dos 130 mil soldados americanos em território iraquiano devem deixar o país até o dia 30 de junho. A retirada faz parte de um acordo que prevê o fim das operações de combate em solo iraquiano até setembro de 2010 e a saída de todas as tropas até o final de 2011.

Ainda no sábado, o primeiro-ministro iraquino, Nouri al-Maliki, disse que a retirada das tropas dos Estados Unidos do país seria "uma grande vitória".


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