Novos arquivos sobre Pio XII poderão ser estudados

Os jesuítas autorizaram a abertura dos arquivos de um de seus membros, considerado um dos maiores especialistas do Vaticano sobre o controvertido papel do Papa Pio XII (1939-1958) durante a Segunda Guerra Mundial, indicou o jornal jueves LOsservatore Romano.

AFP |

O jornal do Vaticano, que cita o Catholic News Service, a agência de notícias dos bispos americanos, afirma que o chefe dos jesuítas, padre Adolfo Nicolás, decidiu autorizar aos pesquisadores da Fundação Pave the Way - um grupo americano de diálgo interreligioso criado em 2002 - a trabalhar com esses arquivos.

Os documentos conservados pelo jesuíta americano Robert Graham, morto em 1997, incluem mais de 25.000 páginas de testemunhos e documentos que podem revelar como Pio XII ajudou os judeus europeus a escapar da Shoah, segundo o L'Osservatore.

Robert Graham foi um dos maiores defensores de Pio XII. Paulo VI o encarregou de trabalhar com os serviços secretos vaticanos no período de 1939-1945. O trabalho levou à publicação, de 1965 a 1982, dos 12 volumes das atas e documentos do Vaticano relativos à Segunda Guerra Mundial.

O papel de Pio XII durante a Segunda Guerra Mundial é alvo de polêmicas, inúmeros históricos criticaram o silêncio e a passividade do Papa ante o genocídio dos judeus.

O processo de beatificação de Pio XII, aberto em outubro de 1967, é tema de tensão com as organizações judiais. Quando o expediante estava quase fechado, o Papa Bento XVI crioue, em 2007, uma comissão especial para estudar o caso antes de tomar sua decisão.

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