Novo tremor provoca falta de energia e três mortes no Japão

Terremoto de quinta-feira causou vazamento de água radioativa em Onagawa, mas não prejudicou trabalhos em Fukushima

iG São Paulo |

AP
Restaurante fica sem energia em Ichinoseki, na região de Iwate

O tremor de 7,1 graus de magnitude que atingiu a costa do nordeste Japão na quinta-feira deixou três mortes e milhões de japoneses sem eletricidade. O terremoto também causou falta de energia em usinas nucleares e um vazamento de água radioativa no complexo de Onagawa, mas autoridades disseram que os índices de radioatividade no local não aumentaram.

O terremoto de quinta-feira foi o mais forte desde o tremor de 9 graus de magnitude que atingiu o país em 11 de março, provocando um devastador tsunami. Nesta sexta-feira, cerca de 950 mil domicílios ainda estavam sem eletricidade, de acordo com a empresa Tohoku Eletric Power Co.

Em cidades do nordeste do Japão, voltou a faltar gasolina e longas filas se formaram nos postos de abastecimento. Lojas que tinham acabado de normalizar seus estoques foram forçadas a voltar a limitar a quantidade de produtos que pode ser comprada por cada cliente.

Matsuko Ito, que desde o dia 11 está vivendo em um abrigo na cidade de Natori, disse que "ainda não se acostumou ao terror de ser acordada por um tremor". "O mundo está estranho", afirmou ela à agência Associated Press. "Nem as nuvens estão se movendo do jeito certo."

As vítimas do novo tremor foram um homem de 79 anos que entrou em choque, uma mulher de cerca de 60 anos que respirava com ajuda de um aparelho de ôxigênio que parou de funcionar, e um homem de 85 anos que morreu de causas desconhecidas.

Usinas nucleares

O novo tremor deixou várias usinas nucleares sem energia, que tiveram de recorrer a geradores a diesel.

Um complexo ao norte da cidade de Sendai perdeu temporariamente a capacidade de resfriar as piscinas de combustível, mas o sistema foi normalizado rapidamente.

Na usina de Onagawa, na província de Miyagi, água radioativa vazou das piscinas mas, segundo a empresa responsável, não saiu do prédio que abriga o reator. Uma inspeção mais detalhada está sendo realizada, de acordo com autoridades japonesas.

Na usina de Fukushima Daiichi, seriamente afetada pelo tremor seguido de tsunami em 11 de março, não foram detectados novos problemas.

O terremoto desta quinta-feira teve epicentro a cerca de 118 km de Fukushima. O Instituto de Geofísica dos Estados Unidos afirmou, primeiramente, que o tremor tinha tido magnitude de 7,4 graus. A informação foi posteriormente corrigida para 7,1.

Com AP e EFE

    Leia tudo sobre: japãoterremototsunamiusina nuclearfukushima

    Notícias Relacionadas


      Mais destaques

      Destaques da home iG