Novo tratamento contra câncer de mama limita radioterapia a 1 sessão

Londres, 29 mar (EFE).- Um tratamento pioneiro para o câncer de mama, que permite reduzir a radioterapia a uma sessão de meia hora, está dando bons resultados nos testes com pacientes, indicam médicos do University College de Londres.

EFE |

O tratamento, utilizado após a extração do tumor em casos nos quais o câncer não está em fase avançada, mata as células cancerígenas que podem ficar com uma emissão concentrada de radiação.

Atualmente, as mulheres com câncer de mama se submetem a cinco sessões de radioterapia que duram por volta de seis semanas depois da cirurgia, que conserva a maior parte do peito, ao contrário da mastectomia.

Os médicos confiam que, assim que forem publicados os resultados dos testes no final deste ano, possa seja possível oferecer um só tratamento de radiação (conhecido pela sigla em inglês como IORT). É o que ressalta a equipe de pesquisadores liderada pelo oncologista Michael Baum, cujos estudos são publicados hoje pelo jornal "The Times".

O procedimento consiste na introdução de um aparelho esférico - do tamanho de uma bola de gude - na área onde estava o tumor, por meio da incisão criada durante a operação e enquanto o paciente ainda está sob os efeitos da anestesia.

O aparelho propaga uma dose constante de raios-X ao redor do leito tumoral, de acordo com os médicos.

Segundo "The Times", os resultados desse teste, que levou dez anos, serão apresentados em junho na conferência da Sociedade Americana de Oncologia Clínica em Chicago (EUA).

Os pesquisadores esperam mostrar que o IORT é seguro e efetivo como as sessões convencionais de radioterapia.

Até o momento, na terceira fase dos testes clínicos participaram 77 pacientes no Reino Unido, Alemanha e Austrália.

Dessas mulheres, apenas duas - de idade média de 66 anos - voltaram a ter câncer de mama no mesmo local.

O oncologista afirmou que o aparelho custa em torno de 300 mil libras (342 mil euros) e é portátil. Por isso, seu acesso pode ser oferecido a mulheres que vivem longe das unidades de radioterapia, sobretudo no mundo em desenvolvimento. EFE vg/sa

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