Novo tratado de redução de armas nucleares entre EUA e Rússia

Redação Central, 7 abr (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e seu colega russo, Dmitri Medvedev, assinam amanhã em Praga um novo acordo de redução de armas nucleares.

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Esse novo texto substituirá o Tratado de Redução de Armas Estratégicas (Start), de 1991, que foi o acordo de desarmamento mais ambicioso desde a Segunda Guerra Mundial entre Estados Unidos e a então União Soviética, sucedida oficialmente pela Rússia.

Idealizado com o objetivo de reduzir o número de ogivas nucleares em ambas as superpotências, o tratado Start 1 foi assinado em 31 de dezembro de 1991 pelos presidentes dos EUA, George Bush, e da União Soviética, Mikhail Gorbachov. O documento entrou em vigor em 5 de dezembro de 1994.

Embora tenha expirado formalmente em 5 de dezembro de 2009, o Start se extingue na prática com o iminente surgimento do novo acordo de desarmamento, previsto para amanhã em Praga.

O Start 1 estabeleceu para cada país uma redução de seus arsenais de 10 mil para 6 mil ogivas nucleares e de seus bombardeiros estratégicos e mísseis balísticos para 1,6 mil, antes de dezembro de 2001.

Além disso, ele fixou medidas de verificação de compromissos e obrigou as duas potências a trocarem informações sobre suas respectivas forças nucleares estratégicas.

Especialistas em desarmamento calculam que hoje os EUA possuam cerca de 2,2 mil ogivas nucleares e a Rússia quase 3 mil.

Posteriormente os dois países assinaram o Start 2, que limitou as ogivas nucleares dos EUA para 3,5 mil e da Rússia para 3 mil até 2007.

O Start 2 autorizou ambos os países a testarem e utilizarem sistemas defensivos antibalísticos frente a um ataque, desde que os mísseis interceptores não chegassem a mais de 3,5 mil quilômetros de distância e a uma velocidade máxima de 3 mil metros por segundo.

A segunda edição do Start nunca foi ratificada pelos Estados Unidos e foi abandonada pela Rússia em 14 de junho de 2002 em resposta à decisão americana de fazer o mesmo com o Tratado sobre Mísseis Antibalísticos (ABM), de 1972. EFE mjd/sa

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