Novo terremoto causa pânico na Itália; mortos chegam a 235

Um abalo sísmico com intensidade de 5,3 graus na escala Richter assustou nesta terça-feira os milhares de desabrigados da região de Abruzzo, na Itália, já devastada por um terremoto na segunda-feira. Segundo o jornal Corriere della Sera e a agência Ansa, o número de mortos chega a 235.

Redação com agências internacionais |


Segundo a Defesa Civil italiana, houve diversos tremores ao longo desta terça-feira, mas o registrado às 19h42 (horário local) foi quase tão forte quanto o que atingiu a região na madrugada da segunda-feira, que atingiu 6,3 graus na escala Richter.

AP
Igreja de Santa Maria Paganica, em L'Aquila, foi destruída

Igreja de Santa Maria Paganica, em L'Aquila, foi destruída

O novo terremoto também foi sentido em Roma. Pessoas assustadas chegaram a sair nas ruas, sem saber o que deveriam fazer. Em L'Aquila, epicentro do terremoto de segunda-feira, houve pânico entre os milhares de desabrigados, que estão alojados em cinco acampamentos.

Em depoimentos à TV italiana, algumas pessoas disseram estar com medo que haja outros tremores durante a noite. Todos foram proibidos de se aproximar do centro de L'Aquila, para evitar ferimentos provocados por prédios que estão prestes a desabar.

Alguns edifícios que corriam risco de desabamento por causa do terremoto de segunda-feira desmoronaram com o último abalo, entre eles a cúpula da basílica das Almas Santas, a principal da cidade.

O presidente da região de Abruzzo, Gianni Chiodi, afirmou nesta terça-feira que cerca de 25 mil pessoas não poderão mais voltar para suas casas. "Um evento sem precedentes", disse.

De acordo com o sismólogo Giuseppe Luongo, da Universidade Federico 2 , de Nápoles, o tremor de terra desta terça-feira, cujo ponto central foi localizado a leste de Áquila, pode não ter ligação com o terremoto de segunda-feira.

Segundo Luongo, poderia se tratar de um evento isolado, e sua forte intensidade pode significar que a atividade sísmica é maior do que o previsto.

"Podemos estar diante de um nível de atividade maior em relação ao que inicialmente pensávamos e, neste caso, pode haver outros tremores intensos", disse o pesquisador a agências italianas.

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