Novo sistema permite que robô substitua pessoas em trabalhos de resgate

Valência (Espanha), 2 ago (EFE).- O mais avançado sistema de telepresença permite ao novo robô Rescuer imitar os movimentos exatos de um operador que o comanda e facilitar, assim, os trabalhos de resgate, segurança e vigilância em situações perigosas, como vazamentos de gás e grandes concentrações de fumaça.

EFE |

Trata-se de um projeto desenvolvido e projetado pela empresa espanhola Robotnik, que apresentou hoje uma versão desse produto inovador, coincidindo com o Dia da Robótica na Campus Party, o grande evento da internet do qual participam mais de 5 mil internautas da cidade de Valência, na Espanha.

O robô Rescuer foi projetado para participar de resgates, já que é capaz de entrar em lugares inacessíveis para as pessoas e realizar tarefas à distância.

Seus destinatários "naturais" são corpos de segurança como a Guarda Civil e Defesa Civil, mas seus criadores dizem que as aplicações desse projeto são "ilimitadas".

Composto por uma plataforma móvel, dois braços articulados com mãos e uma cabeça com duas câmeras de vídeo, o Rescuer apresenta como novidade as técnicas mais avançadas de teleoperação, graças a um dispositivo de captura de dados usado pelo operador e que permite ao robô imitar com exatidão seus movimentos.

Em comparação a outros produtos similares, o Rescuer oferece uma arquitetura modular que, na prática, se traduz em grande versatilidade.

"O Rescuer é fornecido com o código aberto, ou seja, o usuário final tem acesso a todo o código, já que seu software não é um sistema fechado e, por isso, pode acoplar novos dispositivos ou prescindir dos que não forem úteis", explicou à Agência Efe o diretor-gerente da Robotnik, Roberto Guzmán.

Entre as vantagens do produto, Guzmán também destacou o certo grau de autonomia que permite ao robô seguir uma rota enquanto o operador está imerso em outras tarefas, assim como a capacidade de manipulação facilitada pela substituição das freqüentes pinças por mãos mecânicas.

O produto está em fase de testes e, por enquanto, está apenas envolvido em um projeto europeu de apoio às unidades de bombeiros desenvolvida pela cidade de Castellón, no leste da Espanha. EFE cdg/wr/an

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