Novo protesto de professores agrava crise da educação no Chile

Por Rodrigo Martínez SANTIAGO (Reuters) - Centenas de professores chilenos se juntaram na segunda-feira aos protestos de estudantes contra um projeto de lei que, segundo eles, amplia a distância entre ricos e pobres e não tenta melhorar a questionada qualidade da educação pública no país.

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É a segunda paralisação de professores no Chile em menos de um mês.

A polícia afirmou que cerca de 1.000 professores e estudantes se reuniram ao meio-dia na Praça das Armas em Santiago, a principal da cidade, em um ato pacífico.

Entretanto, o ato terminou com 12 detidos em pequenos incidentes quando a polícia dispersou uma tentativa de marcha até a sede do governo.

O sindicato Colégio de Professores assegurou que cerca de 90 por cento dos professores na capital e em outras regiões do país acataram à paralisação, embora o governo tenha indicado que se realizaram 'jornadas de reflexão' sobre a qualidade da educação, que haviam sido marcadas com antecedência.

'A paralisação se espalhou por todo o país. Foi uma convocação acolhida pelo magistério e creio que é o primeiro sinal de que estamos dando esta semana ao Parlamento e à presidente da república de que este projeto deve ser retirado', disse a jornalistas Jaime Gajardo, presidente do Colégio de Professores.

Para a quarta-feira, os professores têm um protesto previsto para a sede do Congresso, no porto de Valparaíso.

O projeto de lei busca melhorar a qualidade da educação que, segundo dirigentes estudantis e professores, não apresenta melhorias apesar do país registrar um superávit fiscal recorde.

Várias escolas e sedes universitárias chilenas se encontram ocupadas há semanas por manifestantes em protesto à lei geral de educação (LGE)

Esta iniciativa busca modificar uma anterior, a Lei Orgânica Constitucional de Ensino (LOCE), criada um dia antes do término do governo ditatorial de Augusto Pinochet (1973-1990).

'A Lei Geral é muito melhor que a LOCE e logo vamos defendê-la e vamos seguir adiante', disse a jornalistas a ministra da Educação, Monica Jiménez. No entanto, para estudantes e professores, as mudanças e trocas não são suficientes.

(Reportagem de Rodrigo Martínez)

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