Novo projeto de Constituição gera polêmica no Equador

Quito, 21 jul (EFE).- O projeto da nova Carta Magna aprovada neste fim de semana pela Assembléia Constituinte do Equador teve como resposta a rejeição da oposição, a incerteza da população e o apoio do oficialismo.

EFE |

Estas divisões ocorrem enquanto se inicia hoje uma semana crucial em que será apresentado oficialmente o novo documento.

No sábado passado, a Assembléia Constituinte do Equador, dominada pelo oficialismo, aprovou após quase oito meses de trabalho o projeto de nova Constituição com o fim do Governo de Rafael Correa que pretende construir o que chama de "socialismo do século XXI".

Embora o oficialismo assegure que se trate da Constituição mais democrática já redigida no Equador, a oposição opina que se trata de um projeto "totalitário" que deixa nas mãos do chefe de Estado todos os poderes.

Para o deputado Leonardo Viteri, de um partido de oposição, a nova Constituição foi elaborada no chamado Carondelet, em referência à sede do Executivo, e não contou com um debate sério, embora o oficialismo opine o contrário.

Viteri disse hoje à Agência Efe que a Assembléia passou os últimos meses debatendo temas que não lhe competiam, como a aprovação de leis e mandatos, e no sábado passado passaram "ao apresso" os temas mais importantes e sensíveis sem atender as queixas da oposição.

O Tribunal Supremo Eleitoral do Equador já fixou para 28 de setembro o plebiscito para que o povo aprove ou rejeite a nova Carta Magna.

Caso vença o "sim", novas eleições deverão ser convocadas e se ganhar o "não", a atual Carta Magna permanecerá vigente.

A incerteza também é sentida pela população que não conta ainda com uma informação completa sobre a nova Constituição e se assusta por rumores que circulam a respeito de determinados temas.

Cidadãos consultados por diferentes meios de comunicação expressaram alguns receios a respeito das mudanças que a nova Carta Magna traria, embora reconhecessem desconhecer seu conteúdo. EFE sm/bm/rr

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