Novo programa espacial de Obama causa polêmica

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, cancelou uma viagem de volta à Lua para ir mais longe: ele quer enviar astronautas a um asteróide. O projeto seria a pedra fundamental de uma eventual missão a Marte e desvendar o mistério de como o Sistema Solar se formou. No entanto, astronautas, cientistas e pesquisadores seguem em divergência.

iG São Paulo |

Depois o anúncio feito ontem (15) no Kennedy Space Center, na Flórida, o administrador da Nasa, Charles Bolden, afirma esta seria uma missão mais arriscada do que eventuais explorações lunares. Os asteróides mais próximos passam a 8 milhões de quilômetros da Terra, vinte vezes a distância da Lua. Por outro lado, o professor de astronáutica do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), Ed Crawley, rebate: Se os homens não conseguem nem chegar até objetos próximos da órbita terrestre, como irão até Marte?. No meio da discussão, o astrônomo, ex-astronauta e co-administrador da Nasa Tom Jones acredita que haverá muita gente animada com a exploração de um mundo antigo e estranho.


Segundo o novo programa espacial, a próxima fronteira para o homem será um asteróide como o Eros, fotografado pela sonda Shoemaker em 2001 (Foto: Nasa)

Programas espaciais americanos
Em 2004, o então presidente americano George W. Bush anunciou o programa Constellation, que planejava enviar astronautas à Lua em 2020. O objetivo era estabelecer uma base permanentemente habitada no satélite, que serviria de laboratório para a primeira exploração humana em Marte. Fazia parte do Constellation aposentar os ônibus espaciais - o programa dos ônibus foi iniciado na década de 1980. Eles deveriam ser substituídos por um novo veículo tripulado capaz de transportar cargas pesadas até o Planeta Vermelho. Para testar o projeto, a Nasa elaborava a espaçonave Órion.

Antes de ser cancelado pelo atual presidente dos Estados Unidos, o programa Constellation já havia gasto 9 bilhões de dólares. Assim, os trabalhadores da Nasa temiam demissões devido ao fim do programa de ônibus espaciais, mas Obama disse esta semana que seus planos preservam empregos. Sem entrar em detalhes, Obama afirmou que espera desenvolver uma nave tripulada para novas viagens ao espaço e que até o final da década de 2030, ela deverá chegar a um asteróide distante da Terra.


Barack Obama durante o anúncio do novo programa espacial americano,
ontem (15), no Kennedy Space Center, na Flórida (Foto:AP)

Para isso, aumentou em mais 6 bilhões de dólares o orçamento da agência espacial americana. O valor, para o presidente americano, deverá ajudar a ampliar a exploração do Sistema Solar e financiar pesquisas em terra para compreender melhor as mudanças climáticas e servir como apoio às empresas privadas. Segundo Obama, elas formam a base do seu programa espacial. Obama descarta um retorno à Lua, pelo menos por enquanto: Já fizemos isso antes. Há muito mais espaço para explorar e muito mais a aprender. Enquanto isso, a nave russa Soyuz deve dar apoio às futuras missões na Estação Espacial Internacional (ISS).

(Com informações da AP e Reuters)

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