Novo primeiro-ministro do Haiti deve ser indicado até o final do mês

Porto Príncipe, 20 mai (EFE).- O presidente do Senado do Haiti, Kelly Bastien, declarou hoje que o novo primeiro-ministro do país deveria ser proposto pelo presidente, René Préval, antes do final deste mês, para iniciar novamente o processo de ratificação perante as duas câmaras parlamentares.

EFE |

Bastien disse à imprensa que foram iniciadas consultas entre o chefe do Estado, o presidente da Câmara dos Deputados, Pierre Eric Jean-Jacques, e ele mesmo, sobre a designação do novo primeiro-ministro, mas não mencionou nomes.

A constituição do Haiti prevê que, em caso de ausência de um partido majoritário, tal como ocorre atualmente na nação caribenha, o presidente deve designar um primeiro-ministro após consultas com os presidentes das duas câmaras legislativas.

No dia 12 de maio, a nomeação do agrônomo Ericq Pierre como primeiro-ministro foi rejeitada pela Câmara dos Deputados, embora tivesse sido aprovada pelo Senado.

Diante dessa situação, tal como prevê a Carta Magna, o presidente deve reiniciar o processo, seja com Ericq Pierre ou com outra pessoa.

Em discurso à nação no domingo passado, o presidente Préval não deixou dúvida alguma sobre sua intenção de designar outra pessoa como primeiro-ministro para "formar um Governo de união".

Préval agradeceu Pierre por ter estado "disponível para servir o país".

Na sexta-feira passada, Pierre acusou os deputados de atuar de forma corrupta quando rejeitaram sua nomeação em 12 de maio. "Desde o início do processo, me encontrei frente às forças da corrupção", disse.

"Minha decisão de não pactuar com (as forças da corrupção) me faz hoje ser rejeitado pela Câmara dos Deputados", acrescentou Pierre.

Kelly Bastien afirmou que não iria reagir à declaração por não dispor de informação, mas disse que está "preocupado" com a situação do país.

O Haiti permanece sem um Governo plenamente responsável, já que depois da destituição pelo Senado de Jacques Edouard Alexis, o executivo está dedicado a resolver assuntos cotidianos. EFE gp/fb

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