Novo presidente salvadorenho diz que Lula e Obama serão referências

SAN SALVADOR - O novo presidente de El Salvador, Mauricio Funes, tomou posse nesta segunda-feira e disse que suas referências serão Luiz Inácio Lula da Silva e Barack Obama.

Redação com agências internacionais |

Reuters
Observado pela mulher, Mauricio Funes toma posse

Observado pela mulher, Mauricio Funes toma posse

Em seu discurso de posse, Funes, que completa 50 anos em outubro, afirmou que, durante a campanha, buscou "os exemplos vigorosos" de Lula e Obama como prova de que "líderes renovadores, em vez de serem uma ameaça, significam um caminho novo e seguro para seus povos".

"O presidente Obama provou que é possível reinventar a esperança e o presidente Lula demonstrou ser possível fazer um governo popular, democrático, com uma economia forte", acrescentou.

O novo governante, da esquerdista Frente Farabundo Martí para a Libertação Nacional (FMLN), destacou que sua posse foi assistida por chefes de Estado "que representam modelos e experiências diferentes" e podem oferecer ideias para sua gestão.

Ele esclareceu que sua influência somente será positiva se for possível fazer "uma síntese do que cada um tem de melhor e, criticamente, aplicá-las" em El Salvador, de acordo com suas necessidades.

Ao tomar posse, Funes dá início ao primeiro governo de esquerda em El Salvador, após 20 anos consecutivos de administrações lideradas pela conservadora Aliança Republicana Nacionalista Arena (Arena).

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou do evento, junto a outros presidentes de esquerda da América Latina, como Rafael Correa (Equador), Fernando Lugo (Paraguai), Michelle Bachelet (Chile) e Daniel Ortega (Nicarágua).

Funes tomou posse durante uma sessão da assembleia legislativa que também contou com a presença de Hillary Clinton, secretária de Estado dos Estados Unidos -país que durante a guerra civil de El Salvador no anos 1980 foi inimigo dos antigos rebeldes do FMLN, hoje o partido político de Funes.

Nem o líder da Venezuela, Hugo Chávez, nem o da Nicarágua, Daniel Ortega, estiveram presentes na cerimônia, enquanto o boliviano Evo Morales cancelou sua visita no domingo.

Durante o discurso, Funes anunciou o "imediato" restabelecimento das relações diplomáticas com Cuba, rompidas desde 1959.

"O governo que presido, dado seu caráter progressista e pluralista, normalizará as relações diplomáticas comerciais e culturais com todos os países da América Latina. Isso significa que imediatamente serão restabelecidos os vínculos diplomáticos, comerciais e culturais com a nação irmã Cuba", afirmou.

(Com informações da EFE e da Reuters)

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