Novo presidente dos EUA deveria fechar Guantánamo, diz centro

Washington, 16 set (EFE) - O novo presidente dos Estados Unidos deveria anunciar o fechamento da base americana de Guantánamo (Cuba) em janeiro, durante a primeira semana de sua Administração, disse hoje o Centro para Estudos Estratégicos Internacionais (CSIS, em inglês). A entidade publicou hoje as conclusões de um fórum de especialistas, que considerou quais seriam os passos para um fechamento ordenado da prisão e a disposição das centenas homens ali detidos. A Administração Bush começou a transferir centenas de homens capturados em diferentes países e classificados como combatentes inimigos ou terroristas à base naval de Guantánamo, em fevereiro de 2002. O presidente (George W. Bush) e os dois candidatos presidenciais (o republicano John McCain e o democrata Barack Obama) afirmaram que os Estados Unidos deveriam fechar Guantánamo, afirmou Sarah Mendelson, diretora da Iniciativa de Direitos Humanos e Segurança do CSIS.

EFE |

Segundo os especialistas, "os custos de manter o campo de prisioneiros superam, em muito, os custos de fechá-lo", mas "o processo de fechamento deve ocorrer mediante uma política clara".

Esse processo, segundo o CSIS, deve incluir uma revisão de cada um dos casos, a libertação, a transferência a outros Governos ou o processamento dos indivíduos detidos.

Mendelson disse que, enquanto desde os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001 nos EUA os tribunais civis processaram e condenaram 145 pessoas por atividades terroristas, os juizados militares especiais, instituídos pela Administração Bush, "até agora só condenaram um".

A nova administração que terá início em janeiro de 2009 teria que estabelecer "uma nova política" e o (novo) presidente deve anunciar "a data para o fechamento da prisão".

"Em termos gerais, esta política clara e franca pode ajudar os Estados Unidos a restabelecerem sua reputação como um país que se constrói sobre o império da lei", acrescentou.

"A restauração da reputação dos EUA trará benefícios para a segurança nacional", disse o especialista.

"Nossos inimigos ganharam (com Guantánamo) um benefício de propaganda que lhes permite o recrutamento de militantes, enquanto nossos amigos acham que é mais difícil cooperar conosco". EFE jab/ab/db

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