Novo presidente da África do Sul toma posse

O vice-líder do partido Congresso Nacional Africano (ANC, na sigla em inglês), Kgalema Motlanthe, tomou posse nesta quinta-feira como presidente interino da África do Sul.

BBC Brasil |

Motlanthe substitui o presidente Thabo Mbeki, que renunciou no último domingo, em meio a alegações de interferência política em um caso de corrupção contra o líder do ANC, Jacob Zuma.

Mbeki nega as acusações, mas diz ter renunciado em nome da unidade do partido que governa a África do Sul.

Motlanthe obteve três quartos dos votos dos parlamentares em uma votação secreta na Cidade do Cabo.

Veterano do ANC, Motlanthe é visto como uma figura que pode ajudar a amenizar as tensões entre os simpatizantes de Mbeki e Zuma.

O presidente interino ficará no posto até as eleições do ano que vem, quando acredita-se que Zuma será eleito.

O líder do ANC não é parlamentar e, portanto, não poderia se tornar o presidente interino agora.

Transição

Joe Seremane, da Aliança Democrática, de oposição, obteve apenas 50 votos no Parlamento, que é dominado pelo ANC.

Mas houve também 41 votos nulos, o que sugere um protesto por parte de alguns parlamentares, segundo o correspondente da BBC no país, Peter Biles.

Uma das principais tarefas do novo presidente, segundo Biles, será garantir uma transição política tranqüila em meio a divisões dentro do ANC.

A renúncia de Mbeki causou uma série de renúncias no gabinete e provocou incerteza nos mercados.

As acusações de corrupção contra Zuma foram descartadas por um tribunal no início do mês por causa de problemas legais no processo. Ainda não está claro se o processo será retomado pela terceira vez.

Em seu primeiro discurso como presidente, Motlanthe prometeu que as políticas econômicas não mudarão e que intensificará esforços para criar mais empregos.

Biles afirma que Motlanthe é visto como uma opção segura, já que pertence ao ANC há muito tempo. Durante o apartheid, ele ficou preso juntamente com Nelson Mandela.

Depois de ser solto, em 1987, Motlanthe se tornou um dos líderes da União Nacional de Mineiros e, mais tarde, se juntou ao ANC, mas só foi eleito ao Parlamento em maio deste ano.

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